Witzel vira réu por corrupção e lavagem e é afastado do governo do RJ por mais 1 ano, decide STJ

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (11), o recebimento da denúncia contra Wilson Witzel (PSC). O governador afastado do Rio de Janeiro agora é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A Corte Especial é formada por 15 ministros, mas dois deles se declararam impedidos. Todos os outros 13 ministros votaram pelo recebimento da denúncia.

Afastamento prorrogado por 1 ano

Os ministros também votaram pelo afastamento de Witzel do cargo por mais um ano. Devido a uma decisão do próprio STJ, Witzel estava afastado desde o fim de agosto por 180 dias, prazo que acabaria no fim de fevereiro.

A prorrogação de um ano vale também para outras medidas cautelares. Witzel está proibido de:

  • frequentar a sede do Poder Executivo
  • manter contato com servidores
  • morar no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo.

Desdobramento da Lava Jato

O governador afastado foi denunciado pelo Ministério Público Federal na operação Tris in Idem, desdobramento da Lava Jato no RJ que apontou corrupção na Saúde do estado.

A suspeita é de que o governador tenha recebido, por intermédio do escritório de advocacia de sua mulher, Helena Witzel, pelo menos R$ 554,2 mil em propina.

A descoberta do esquema criminoso teve início com a apuração de irregularidades na contratação dos hospitais de campanha, respiradores e medicamentos para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o governo do RJ estabeleceu um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de Saúde e Educação.

G1*

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