Justiça nega liberdade a Gabriell Neves, ex-subsecretário de Saúde preso no RJ

A Justiça do Rio negou, na última quarta-feira (27), um pedido de liberdade ao ex-subsecretário de Saúde do estado do Rio Gabriell Neves, preso suspeito de fraude na compra de respiradores.

A defesa do ex-subsecretário afirma que houve constrangimento ilegal em sua prisão preventiva.

O desembargador Antonio José Ferreira Carvalho, que assina a decisão, afirma que o processo se encontra em “fase embrionária”.

A investigação deu início à Operação Favorito, que prendeu o empresário Mário Peixoto e também apura fraudes na Saúde. Na terça (26), o governador Wilson Witzel e a primeira-dama Helena Witzel também foram alvos de busca e apreensão.

O Ministério Público Federal afirma que há “provável envolvimento da cúpula do Poder Executivo fluminense” nos negócios realizados nos hospitais de campanha, que ainda não estão prontos.

Em depoimento, Gabriell Neves afirmou que o ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, participou ativamente das contratações dos hospitais de campanha.

O depoimento de Gabriell Neves foi tomado por promotores que não participaram nem da operação, nem da prisão dele. A oitiva ocorreu seis dias após a prisão.

Um dos promotores que interrogou Neves é Cláudio Calo, o mesmo que, depois de pressão da imprensa, se declarou impedido, por razões de foro íntimo, de investigar Flávio Bolsonaro no suposto esquema da rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio.

No dia da ação contra Witzel, o governador e Flávio trocaram ofensas publicamente. Os dois eram aliados, mas romperam após o governador manifestar interesse em disputar a presidência da República e se tornando virtual concorrente de Jair Bolsonaro.

Agora, Witzel diz que foi alvo de perseguição política. Flávio afirma que espera um”tsunami” de denúncias contra o governo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *