Sargento da PM comete suicídio ao receber voz de prisão em batalhão

Rio – Um sargento da PM procurado na operação contra 14 policiais militares que receptaram uma carga roubada tirou a própria vida dentro do 7º BPM, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, na manhã desta quinta-feira. Luiz Cláudio de Araújo se matou após saber que seria preso por envolvimento com o grupo que desviou os produtos roubados. As circunstâncias da morte serão investigadas pelas polícias Militar e Civil.

A operação Purificação, realizada pela 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) e da Delegacia de Homicídios de Niterói/São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) para prender PMs, cumpriu 12 dos 14 mandados de prisão. Entre os presos está Maikon Ewerton Santos de Almeida, tenente do 7º BPM (São Gonçalo), em sua casa.

Ainda segue foragido o soldado Luiz Rafael Guedes Neves, que faz parte do bando. Além das ordens de prisão, são cumpridos 56 de busca e apreensão no 7º BPM e nas residências dos policiais. Foram apreendidas drogas, munições e carregadores onde os alvos moram e no batalhão. A ação tem o apoio do Ministério Público do Rio (MPRJ).

Eles são acusados de roubar quase 12 das 16 toneladas de uma carga de carnes, laticínios e outros alimentos recuperada no dia 3 de maio deste ano, na Rua Bagé, bairro Boavista, São Gonçalo. A ocorrência foi registrada na 72ª DP (Mutuá) no mesmo dia, porém os PMs apresentaram apenas 200 quilos da mercadoria. A ação durou quase quatro horas, das 6h47 às 10h15, e a carga foi retirada do local nas viaturas do 7º BPM e em um caminhão de frete, que fizeram várias viagens durante esse período sem serem importunadas.

Toda ação foi flagrada por câmeras de segurança que mostram o vai e vem dos carro da polícia entre eles a viatura do oficial. Algumas são caracterizados outras, não. As imagens mostram algumas delas entrando com a caçamba vazia e saindo com ela cheia de caixas que seriam, segundo a polícia, a carga roubada.

Os alimentos estavam em dois caminhões. A carga estava avaliado em R$ 123 mil. Além das carnes, havia mortadela, queijo, pó de café, requeijão, carne seca, entre outros alimentos. Parte da carga que não foi roubada e nem apresentada na delegacia foi deixada no local. A estimativa é de que 600 quilos tenham sido descartados gerando um prejuízo de R$ 4,5 mil para empresa.

Fonte: O Dia

De sua opinião