Campos assina acordo de cooperação para pesquisa clínica com Azvudine

O município de Campos assinou na noite de quinta-feira (29) o Acordo de Cooperação entre a Prefeitura, com o Instituto Galzu e o hospital Santa Casa de Misericórdia, para pesquisa clínica internacional com medicamento Azvudine, para tratamento do Covid-19, em fase III, tendo como foco principal a capacidade de redução da carga viral. Um momento histórico para a saúde no país e no mundo pois, comprovada a eficácia do medicamento no tratamento da doença, vai trazer benefícios para toda população podendo ser usado pelo paciente em casa. Vale ressaltar que a forma de prevenção continua sendo a vacina e o remédio é uma alternativa ao tratamento.

Para compor a mesa, estavam o prefeito Wladimir Garotinho; o diretor Executivo da HRH Holdings Brasil, presidente do Instituto Brasil-Macau-China e diretor Internacional da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Dácio Pretoni, que representou o presidente da HRH Group, Yang Zhou; a presidente do Instituto Galzu, a médica Paula Cabral; o provedor da Santa Casa de Misericórdia, Manoel Corraes Neto; o diretor da Santa Casa, Cléber Glória, e o presidente da Câmara Municipal, vereador Fábio Ribeiro. Também participaram remotamente da solenidade o vice-prefeito Frederico Paes e a deputada federal Clarissa Garotinho.

O prefeito Wladimir falou da satisfação de estar participando desse momento histórico para a humanidade e do orgulho de Campos estar sediando um estudo internacional, que tem pode salvar vidas de pessoas. “Essa pesquisa está sendo feita em, apenas, três locais do mundo: China, Rússia e Brasil e, aqui, tivemos o privilégio de Campos ter sido escolhida por ter um banco de mentes privilegiado. Muitos dos problemas que a nossa cidade enfrenta estão com as soluções dentro das universidades. Agora, sendo aplicado na prática dentro da Santa Casa de Misericórdia”, disse o prefeito, acrescentando que o resultado nos outros países tem sido positivo.

O vice-prefeito, Frederico Paes, que testou positivo para a Covid e está assintomático em isolamento em casa, participou remotamente do evento e ressaltou a importância deste momento para a Ciência, para saúde e para toda população. “Estamos escrevendo uma página importante da história da ciência e da saúde, a partir de Campos para todo o Brasil e, quem sabe, para o mundo”, disse Frederico Paes, destacando toda qualidade técnica e empenho dos profissionais envolvidos na pesquisa e que estão atuando na linha de frente no enfrentamento à Covid-19.

A deputada federal Clarissa Garotinho falou sobre a expectativa sobre o resultado da pesquisa. “É com muita esperança que a gente recebe essa notícia de um medicamento contra Covid-19 que, entra em sua fase 3, ou seja, uma fase bem avançada de pesquisa, e é com muita alegria que a gente vê a cidade de Campos voltar a recuperar o seu protagonismo. Campos possui hospitais de referência, centros de ensino, universidades com cursos voltados para área de saúde e uma prefeitura disposta a apoiar a ciência”, disse a parlamentar.

A médica Paula Cabral apresentou a equipe, lembrou as etapas da pandemia e explicou a pesquisa. “A história mostra que é necessária uma medida prática, ou seja, um medicamento que iniba a multiplicação do vírus e, por isso, estamos aqui. Como sabemos, a China possui o maior experiência no tratamento do Covid-19. Desde os primeiros casos que surgiram na província de Wuhan, os chineses foram os primeiros a testar medicamentos no tratamento à doença”. disse a presidente do Instituto Galzu, Paula Cabral.

Destacando a seriedade do trabalho desenvolvido pelo Instituto Galzu, o diretor da HRH Brasil também deu seu depoimento. “Nós da HRH Brasil, temos a grata satisfação de, nesta data, iniciar oficialmente a fase 3 do medicamento Azvudine no Hospital da Santa Casa de Campos. Este trabalho teve início em junho do ano passado e, depois, de passar por todas as exigências da comissão de ética e pesquisa, pelo Conselho Nacional de Pesquisa e, finalmente, pela Anvisa, obtivemos a autorização para começar este projeto”, disse Pretoni.

O evento, transmitido pela internet na página da prefeitura, contou com reunião presencial sendo restrita aos pesquisadores, técnicos e autoridades envolvidas diretamente, e divulgou oficialmente a pesquisa, patrocinada por indústria farmacêutica chinesa e representada pelo Instituto Galzu, com autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A solenidade contou ainda com homenagem póstuma ao médico Makhoul Moussalem, que faleceu de Covid, no ano passado. A primeira-dama, Tassiana Oliveira, entregou flores à viúva do médico, Vera Marques, pela contribuição à medicina e pesquisa científica local. A solenidade contou com exposições técnicas sobre a pesquisa, apresentação do Instituto Galzu, participação do Instituto Federal Fluminense (IFF), através do Polo de Inovação, e da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf); além do Comitê Independente de Monitoramento de Dados e Segurança, o CIMS. Também participaram o secretário de Saúde, Edelsir Barreto; o subsecretário da pasta, Paulo Hirano, entre outras autoridades da área; o reitor do IFF, Jefferson Manhães; vereadores; equipes das instituições envolvidas.

Subcom*

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