Witzel e Pezão se reúnem e iniciam transição do governo no Palácio Guanabara

O governador eleito, Wilson Witzel (PSC), iniciou nesta quarta-feira (31) a transição da administração do estado em encontro com Luiz Fernando Pezão (MDB). Durante o encontro no Palácio Guanabara, Pezão afirmou que espera fazer a “melhor transição do país”.

“Queremos fazer a melhor transição do país. Que ele não passe pela pior crise econômica que esse país já teve”, disse o atual governador.

Após a primeira reunião oficial de transição entre o governador eleito e o governador atual do Rio, Wilson Witzel afirmou novamente que o “abate” de criminosos de fuzil acontecerá no seu governo. Segundo ele, os soldados seguirão sua interpretação da lei de legitima defesa.

“Hermenêutica é uma ciência da qual páginas e páginas são escritas sobre a interpretação da lei. A minha visão sobre o que é legítima defesa está em sintonia com o que dizem dezenas de juristas. Quem não pode ter hermenêutica é o soldado, que olhando alguém de fuzil vai atirar e vai abater”, afirmou Witzel em coletiva de imprensa no Palácio Guanabara nesta quarta-feira (31).

Witzel ainda disse que os coordenadores das dez áreas da transição dos governos serão anunciados na próxima semana. Segundo Witzel, esses coordenadores são “possíveis secretários”.

“Para serem secretários eles vão ter que provar seu valor, e demonstrar que têm condições. E vamos ter momentos de avaliação para substituir ou não”, explicou Witzel.

Manutenção da GLO

Com o fim da intervenção federal na segurança do Rio marcado para 31 de dezembro de 2018, ainda não está definido o período de manutenção da Garantia da Lei e da Ordem(GLO), que manteria efetivo militar no Rio pelo menos até julho, caso houvesse alguma emenda constitucional.

O governador eleito, em entrevista à Globonews na terça, chegou a dizer que tinha pedido para que a GLO fosse mantida até outubro.

“Eu converso com o presidente eleito Bolsonaro se for o caso, ou o próprio presidente Michel Temer, porque tem os soldados em formação que vao entrar no efetivo da Polícia para fazer essa substituição e deixar nossa forças atuarem independentes”, disse.

Até junho, um decreto do Pezão prevê um gabinete de “transição” da intervenção federal na segurança até 30 de junho de 2019.

Já Witzel quer negociar a GLO até outubro de 2019. Isso ainda será conversado, segundo o governador eleito.

G1*

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