Gabinetes de deputados eleitos presos continuam em funcionamento na Alerj

Mesmo presos em Bangu por corrupção, e impedidos de tomarem posse, deputados estaduais eleitos mantêm em funcionamento seus gabinetes na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) – situação que não deveria acontecer, uma vez que esses parlamentares não podem nem nomear funcionários, nem ocupar espaços.

No primeiro andar, fica o deputado Marcos Abrahão, do Avante. Acusado de receber propina e vantagens no esquema comandado pelo governador Sérgio Cabral, ele foi preso em novembro do ano passado na Operação Furna da Onça.

A reportagem encontrou um homem no gabinete. Ele disse que foi ao local apenas para buscar um equipamento. No entanto, logo em seguida, fez uma ligação e recebeu uma orientação sobre a retirada do material.

Chiquinho da Mangueira, do PSC, também foi preso na Operação Furna da Onça, depois de ser reeleito. Em janeiro, conseguiu autorização da Justiça para cumprir a prisão preventiva em casa.

Ao chegar no gabinete dele, a reportagem do RJ1 flagrou um homem trancando a porta.

“Eu estive lá no gabinete do deputado. Eu fui funcionário do deputado, mas não sou mais. Estive lá”, resumiu.

Na sala destinada à equipe de André Corrêa, do Democratas, a reportagem encontrou uma funcionária da limpeza, que avisou: “Daqui a pouco chega alguém”.

Outro eleito preso é o deputado Anderson Alexandre, do Solidariedade. O promotores afirmaram que ele recebeu propina no município de Silva Jardim, na Baixada Litorânea. Este seria o primeiro mandato dele.

Uma mulher abriu a porta do gabinete, mas voltou a fechá-la assim que percebeu a presença da equipe de reportagem.

O RJ1 procurou o presidente da Alerj, André Ceciliano, para saber como essa situação será resolvida.

“No dia 31 de janeiro, isolamos todos os gabinetes. Vou mandar fechar esses espaços imediatamente. Não há nem possibilidade de haver ninguém porque estão todos exonerados”

G1*

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