Witzel planeja a construção de presídio vertical em Bangu para 5 mil presos

O governador do Rio, Wilson Witzel, afirmou nesta segunda feira (4) que já está em fase de projeto a construção de um presídio vertical para até 5 mil presos. O custo, segundo ele, seria de R$ 60 milhões a R$ 80 milhões.

“Nós estamos desenvolvendo aqui no Rio de Janeiro um modelo de presídio vertical com nove pavimentos, que por abrigar em cada cela de seis a oito presos”, disse Witzel, após a posse do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Cláudio Tavares.

Segundo ele, com R$ 800 milhões, poderiam ser construídas 70 mil novas vagas no sistema prisional do Rio. Witzel disse que o sistema penitenciário do Rio será um dos mais afetados em caso de aprovação do pacote anticrime do ministro Sérgio Moro.

Segundo ele, o prédio do novo presídio ficará em Gericinó, em Bangu, e substituirá um presídio já citado como exemplo de insalubridade e violações de direitos humanos por cortes internacionais.

“Nos temos um presídio que foi considerado totalmente insalubre que é o [Instituto Penal] Plácido de Sá Carvalho, que será o primeiro a ser substituído”, afirmou o governador. A data para construção ainda não foi estabelecida para o projeto.

“Recurso para isso nós temos que conseguir. O que não pode é ficar o sistema penitenciário um barril de pólvora, e produzindo criminosos piores do que aqueles que entraram. Isso é que não pode continuar.”

O governador acrescentou que também trabalha com um recurso do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) para a construção de 12 novas escolas. “É também pagar a hora extra para os professores, e suprir a demanda no magistério”, exemplificou Witzel.

Sobre a possibilidade de deputados presos tomarem posse dos cargos na Assembleia Legislativa do Rio, Witzel afirmou que tinha uma opinião pessoal sobre o caso, mas esperava que a Alerj tomasse a melhor decisão possível. Juridicamente, afirmou que os deputados em questão ainda não foram condenados.

“Lembrando que os deputados estão presos sobre uma decisão preventiva. Não foram condenados, eles podem ao longo do processo ser inclusive absolvidos. Eu acredito que a Assembleia Legislativa tem que ter uma certa razoabilidade para avaliar isso, não pode avaliar com paixão”, afirmou o governador.

G1*

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