Sérgio Cabral quer trabalhar até como faxineiro na cadeia, mas não consegue

Há 10 meses o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral tenta mudar a sua rotina dentro da Cadeia Pública Pedrolino Werling, conhecido como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

Segundo a advogada de Cabral, Patrícia Proetti Esteves, desde julho do ano passado a defesa do ex-governador tem protocolado pedidos para que ele possa trabalhar na unidade.

Apesar do interesse para ocupar uma das vagas oferecidas no complexo penitenciário, mas a advogada informou que o ex-governador ainda não foi selecionado para nenhuma vaga.

“O último [pedido] protocolamos no dia 2 de maio deste ano. Todo mês fazemos sistematicamente. Fazemos o pedido à Seap, que encaminha para a Direção de Bangu 8. Até o momento não conseguimos a classificação dele para o trabalho porque a unidade alega não ter vagas disponíveis. Estamos tentando há 10 meses”, explicou Patrícia.

Entre as vagas oferecidas para os detentos estão os serviços de limpeza, manutenção, distribuição de comida e trabalho na biblioteca.

Caso Cabral conseguisse a vaga, a cada três dias de trabalho ele poderia diminuir um dia de pena. Até o momento, as condenações dele já somam 198 anos de prisão.

Preso desde o fim 2016, Cabral está em uma cela unitária em uma galeria onde ficam outros três presos. O tratamento dado a ele é idêntico aos dos demais presos.

Assim como os outros detentos, Cabral fica cerceado durante o dia e a noite, só podendo sair para os banhos de sol, dias de visita, conversas com os advogados e saída para audiências com escolta.

Ainda segundo Proetti, Cabral está inserido no programa de leitura da unidade prisional, podendo, em dias determinados, pegar o livro do mês.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que os processos de remição de pena obedecem os critérios da comissão técnica de classificação, onde todos os presos passam por uma avaliação técnica e aguardam serem classificados para participarem dos trabalhos oferecidos.

A Seap informou ainda que “não faz distinção entre os apenados e oferece, dentro da quantidade de vagas existentes, a mesma oportunidade a todos”.

Fonte: G1

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