RJ pode perder mais de R$ 2 bilhões por queda de preço do petróleo, diz Firjan

A queda no preço internacional do barril de petróleo, aliada ao avanço do coronavírus pelo mundo, pode ter um resultado desastroso na economia do estado do Rio de Janeiro, com um impacto que pode ultrapassar os R$ 2 bilhões na arrecadação do estado, diz um estudo que o RJ2 teve acesso nesta terça-feira (10).

Antes do surto do coronavírus, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) havia previsto que o estado do Rio aumentaria em 11% a arrecadação com os royalties do petróleo em relação a 2019, chegando no valor de R$ 14,4 bilhões — valor R$ 1,4 bilhão maior do que a arrecadação do último ano.

No entanto, com a queda no preço internacional do petróleo, a previsão mudou radicalmente e a previsão passou a ser de perda expressiva, com um valor que pode ser até R$ 2,3 bilhões inferior ao do ano passado, o que representa uma queda de 18%.

A arrecadação dos royalties, que é determinada pelo câmbio, pelo preço do barril e pela produção é especialmente importante para o Rio, que tem o índice melhor que o do restante do Brasil. Aqui, a produção aumentou em 30% em janeiro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto no restante do país, o aumento ficou em 20%.

Um dos fatores desse bom desempenho foi o crescimento da produção no campo de Búzios, na Bacia de Santos, que abrange parte da Região dos Lagos e do Sul Fluminense.

Com a queda nos preços, a receita do estado será impactada, o que significa que o Rio de Janeiro deverá enfrentar dificuldades de cumprir as metas do regime de recuperação fiscal, que vão até setembro deste ano.
A gerente de petróleo e gás da Firjan, Karine Fragoso, diz que a economia do Rio de Janeiro precisa se tornar mais competitiva para atrair investidores e que uma reforma tribuária poderia ajudar o estado a sair da crise.

“A gente tem uma indústria bastante competitiva, o que a gente não tem ainda é um país competitivo com instrumentos que permitam que essa indústria seja competitiva para poder alcançar esses investimentos. Eu acredito que uma reforma tributária vem exatamente para dar condições para a gente poder ter uma retomada mais célere”, disse.

Fonte: G1

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