Queda do preço do petróleo deixa Estado RJ em alerta; Witzel monta equipe para acompanhar o cenário e tomar decisões

A queda no preço do barril do petróleo no mundo deixou o Estado do Rio em alerta, principalmente pelo risco que isso representa para o pagamento de aposentadorias e pensões. Depois da grave crise financeira que o governo fluminense atravessou, a partir do fim de 2015, tendo como principal causa o recuo do valor da commodity, a equipe do governador Wilson Witzel formou um grupo de trabalho com secretários para “construir cenários e decidir as medidas a serem tomadas”.

Um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) aponta que o impacto financeiro pode ultrapassar os R$ 2 bilhões na arrecadação do estado.

A Firjan havia previsto que o estado do Rio aumentaria em 11% a arrecadação com os royalties do petróleo em relação a 2019, chegando no valor de R$ 14,4 bilhões — valor R$ 1,4 bilhão maior do que a arrecadação do último ano.

No entanto, com a queda no preço internacional do petróleo, a previsão mudou radicalmente e a previsão passou a ser de perda expressiva, com um valor que pode ser até R$ 2,3 bilhões inferior ao do ano passado, o que representa uma queda de 18%.

O governo emitiu nota sobre a situação financeira.

“O Governo do Estado do Rio de Janeiro acompanha atentamente as oscilações internacionais do preço do barril do petróleo, que impactam diretamente a arrecadação de participações governamentais (Royalties e Participações Especiais).

A manutenção do atual cenário poderá, eventualmente, desestimular a realização de futuros investimentos pela indústria global de Óleo & Gás.

O Governo do Rio de Janeiro acompanha o comportamento do mercado de petróleo e da taxa cambial para avaliar possíveis impactos financeiros, econômicos e de desenvolvimento.

O Governador Wilson Witzel formou grupo de trabalho do qual participam ele, o vice-Governador Claudio Castro, o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, o Secretário de Governo e Relações Institucionais, Cleiton Rodrigues, o Secretário da Casa Civil e Governança, André Moura, o Secretário de Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues, o Procurador Geral do Estado, Dr. Marcelo Lopes e o Diretor-Presidente do RioPrevidência, Sérgio Aureliano, para construir cenários e decidir as medidas a serem tomadas”.

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