Marinha monta base de ajuda e faz sobrevoo em cidades atingidas pelas chuvas no Norte e Noroeste do RJ

A Marinha do Brasil montou uma base operacional nesta quarta-feira (29) no aeroporto de Itaperuna para ajudar as cidades atingidas pela enchente no Norte e Noroeste do Rio. A ação foi determinada pelo Ministério da Defesa e conta com 230 fuzileiros navais.

Segundo dados atualizados da Defesa Civil, mais de 16 mil moradores continuam fora de casa em 10 municípios. Com o uso de aeronaves, água e alimentos estão sendo estocados próximos ao acampamento da Marinha. Além da distribuição de mantimentos a famílias isoladas, os militares também vão atuar na abertura de estradas.

Segundo a Marinha, duas embarcações também são usadas na operação, entre elas, o Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia”, o segundo maior navio da esquadra. A embarcação tem um complexo hospitalar com 49 leitos.

O navio está no litoral da região Norte, em um ponto estratégico para as ações. Tem capacidade para operar até três aeronaves. O apoio aéreo também conta com o reforço de helicópteros da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.

A reportagem da Inter TV sobrevoou a área com as equipes da Marinha e mostrou a situação na localidade de Três Vendas, na cidade de Campos dos Goytacazes. Um dique, que é secundário, se rompeu nesta terça-feira (28), e pode acontecer o mesmo com o dique principal. Uma situação que deixaria cerca de 4 mil fora de suas casas.

Com o rompimento de um dos diques a água inundou uma extensa área de pasto. O risco é que o rio Muriaé passe sobre a BR-356 e avance até a comunidade de Três Vendas. Uma contenção está sendo feita no local para tentar impedir a propagação da água.

Outra aeronave da Marinha pousou sobre um campo de futebol, onde foram distribuídas água e alimentos a moradores da localidade. O subsecretário estadual de Defesa Civil, Coronel Marcelo Hess, disse que a orientação para o município de Campos é a remoção das famílias que vivem em Três Vendas.

Apesar do nível do rio Muriaé ter baixado nos últimos dias, muitas plantações do Norte e Noroeste estão debaixo d’água, o que também foi possível de ser observado durante o sobrevoo.

G1*

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