Grow Up, empresa “inspirada na Braiscompany” atrasa pagamentos e clientes denunciam - Tribuna NF

Grow Up, empresa “inspirada na Braiscompany” atrasa pagamentos e clientes denunciam

IPTU - Prefeitura de Campos dos Goytacazes

O suposto trader de criptomoedas e forex, Gleidson Costa, presidente da Grow Up Club, atrasa os saques de seus clientes desde dezembro de 2022, alegando supostos problemas em sua empresa.

A sede da empresa, conforme consta no CNPJ 32.668.023/0001-65, fica em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Na mesma cidade, a Grow Up captou recursos com muitos clientes, entre eles, vários militares, que confiaram na empresa para aportar recursos.

O negócio contava com a ajuda de três sócios ligados a Gleidson, alguns que agora também enfrentam problemas por conta dos atrasos da Grow Up.

“Braiscompany de Campos dos Goytacazes”: Grow Up ofertava locação de criptomoedas

Ao que tudo indica, os negócios da Grow Up em Campos dos Goytacazes tinham uma grande inspiração na Braiscompany.

Em uma mensagem enviada em um grupo do WhatsApp em 2021, Gleidson Costa disse que recebeu um abraço de Antônio Neto Ais, hoje foragido da PF no Brasil, além de possíveis elogios pelo seu trabalho e até uma consulta aos balanços da Braiscompany.

E o modelo de negócios da Grow Up também buscava inspiração na Braiscompany, visto prometer rendimentos com a locação de criptomoedas dos clientes.

Produto de consórcio com saques paralisados

O produto ofertado pela Grow Up se dizia um consórcio, com rendimentos acima do mercado, mas que não são pagos desde dezembro de 2022, segundo clientes da empresa que conversaram exclusivamente com o Livecoins.

Vale lembrar que a Grow Up também suspendeu saques no mesmo período que a Braiscompany, mas não está claro se há alguma relação entre os negócios para investidores que conversaram com a reportagem, e preferem não se identificar.

Com os atrasos em saques de consórcios, muitos clientes enfrentam situações de dificuldades. Outros alegam que tem pago do próprio bolso a conhecidos, visto que convidaram amigos e parentes para a empresa que não tem honrado seus compromissos.

Culpa do banco?
Apesar das ofertas de rendimentos no mercado de criptomoedas e de forex, Gleidson Costa culpa a falta de uma conta bancária para travar o pagamento dos rendimentos aos clientes. Além disso, ele gravou um vídeo nesta sexta-feira (17), alegando que não conseguiu criar uma conta no exterior, supostamente necessária para normalizar seu negócio.

Em meio aos problemas, ele pede que os investidores tenham calma e aguardem uma resolução, embora não forneça uma data certa para liberar saques. Alguns clientes disseram ao Livecoins que já começam a duvidar do negócio, que opera sem autorização no Brasil.

O Livecoins tentou contato com a empresa, mas não recebeu resposta até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

Caso se confirme como mais uma pirâmide financeira no Rio de Janeiro, o estado mostra que investidores seguem sofrendo. Desde 2021, esquemas como do “Faraó dos bitcoins”, por exemplo, lesaram inúmeros investidores na Região dos Lagos, deixando bilhões de reais de prejuízo.

O que diz a Grow Up aos clientes?
Em resposta ao Livecoins, a Grow Up Club disse neste sábado (18), que tem recursos financeiros para continuar suas atividades. A réplica foi enviada pelo advogado de Gleidson Costa e da empresa, Victor Vianna, do Rio de Janeiro.

“O Grupo Grow ressalta que possui recursos financeiros suficientes para constatar a atual liquidez de suas obrigações econômicas, assim como para dar continuidade às suas atividades.

Entretanto, o entrave que efrenta atualmente, que resultara no atraso de suas obrigações por pouco mais de um mês, encontra-se fundado em questões estritamente operacionais, e não econômico-financeiras, quais sejam:

(i) Limitações quantitativas de saques impostas pela Exchange Tigger, o que reduzira drasticamente o volume de recursos sacados pelo Grupo Grow, em especial nos meses de Dezembro/22 e Janeiro/23;

(ii) Recusa de liquidação, por parte de Bancos nacionais em que o Grupo Grow possui contas correntes, de suas remessas/saques oriundos da Exchange FBS; recusa esta que ocorrera por mera liberalidade arbitrária dos respectivos Bancos, que alegam falta de interesse comercial no processamento e liquidação das operações em razão da sua origem;

Estamos certos de que o primeito motivo possui conexão com a crise do mercado cripto experimentada àquela época, e que perdura até então; ao passo que o segunda razão sustenta-se na injusta análise de setores internos dos Bancos brasileiros liquidantes.

Fato é que o Grupo Grow, não obstante as razões acima e o notório colapso do sistema cripto-econômico, possui liquidez suficiente para atravessar e superar os óbices ora questionados, de modo a estar ápto para o prosseguimento de suas atividades e cumprimento de suas obrigações, que apenas encontram-se transitoriamente em mora por razões fático-operacionais que trascendem e independem da sua vontade e domínio.”

*Matéria atualizada para constar a nota da empresa Grow Up Club sobre os atrasos a clientes.

Fonte: Livecoins

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