Fachin homologa delação de Sérgio Cabral e dezenas de políticos e membros do judiciário entram na mira da PF

Edson Fachin homologou o acordo de delação premiada do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. A decisão do ministro do STF foi tomada nesta quarta-feira (5/2) e o caso foi remetido para o Ministério Público Federal.

Os depoimentos devem permanecer em sigilo. Preso desde outubro de 2016, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal. O emedebista já soma mais de 280 anos de prisão em penas, principalmente na Lava Jato do Rio.

A partir da validação do acordo, agora, a Procuradoria-Geral da República deve analisar quais frentes de investigações vão ser traçadas a partir dos depoimentos do ex-governador.

Durante seis meses de depoimentos prestados à PF, Cabral citou dezenas de políticos beneficiários do esquema de corrupção montado em seus governos no Rio. Chamou a atenção dos investigadores uma outra frente citada nos seus depoimentos: o Judiciário. Cabral narra nos depoimentos sua relação com ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e com o processo de indicação deles aos seus atuais cargos. É por isso que a delação precisa ser homologada no STF, já que esses ministros possuem foro privilegiado perante a Suprema Corte. Os nomes delatados são mantidos sob sigilo.

Fonte: O Antagonista e O Globo.

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