Eduardo Serra acredita que é possível realizar ‘projeto anticapitalista’ e propõe calote a dívida com a União: ‘É impagável’

O pré-candidato do PCB ao governo do estado do RJ, Eduardo Serra, afirmou, em sabatina ao jornal O Globo, que é possível realizar ‘projeto anticapitalista’ no estado.

Serra afirmou que seu principal adversário na disputa pela vaga no Palácio Guanabara é a figura do presidente Jair Bolsonaro representada no estado pelo atual governador do RJ, Cláudio Castro.

“Nosso inimigo é o Bolsonaro e o bolsonarismo aqui no Rio é Cláudio Castro. Sentimos a necessidade de apresentar um programa claramente de esquerda, porque infelizmente outras forças desse campo estão se apresentando com programas em parte liberais, que falam em alianças amplas, em ter secretariado técnico e não político. Quero técnicos competentes, mas com a política de esquerda na cabeça”, afirma o pré-candidato.

Para Serra, a esquerda deixou uma lacuna para o eleitorado fluminense. Ele avalia que a aproximação de Marcelo Freixo ao centro é uma manobra insuficiente para tentar derrotar a direita e aposta no PCB como principal opção neste momento.

“É um movimento que tenta compor uma frente mais ampla para derrotar a direita com componentes fascistas, tanto com Bolsonaro quanto com Castro. Mas a gente considera insuficiente. É necessário apresentar uma proposta claramente de esquerda, claramente anticapitalista.”

Projeto anticapitalista

Eduardo Serra acredita que não é utópico defender uma plataforma ‘anticapitalista’ nas eleições estaduais e critica o relacionamento da União com os estados, que ele afirma ser baseado em fundamentos capitalistas. Para o pré-candidato, a forma como os poderes regionais são tratados é injusta e influencia negativamente na organização local.

“Os problemas econômicos do Rio estão associados aos problemas nacionais. Temos um regime de recuperação fiscal, uma dívida com a União, que a nosso ver deveria ser extinta. Não é justo que a relação da União com os estados seja como de um banco privado com o seu tomador de empréstimo. A proposta é uma mobilização da sociedade do Rio para fazer pressão e zerar essa dívida. Uma consulta à população, que vai apoiar, porque a dívida é impagável”, airma.

Para Serra, a dívida com a União não deve ser paga para, com isso, reduzir a crise econômica no estado. Ele acredita que é possível firmar um regime socialista, mas entende que isso só vai acontecer com muito esforço coletivo.

“Nós consideramos as eleições um espaço importante de luta. E é um espaço que faz parte de um processo maior de luta pelo socialismo. Nós entendemos que nós vamos chegar no socialismo com muita mobilização social, muito debate de ideias e também nas eleições. É parte de um processo maior”, diz

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