Consultório na Rua acompanha mais de 300 pessoas em situação de vulnerabilidade

Com uma atuação voltada à promoção do cuidado e à garantia do acesso aos serviços de saúde, o Programa Consultório na Rua, da Secretaria Municipal de Saúde, realiza ações contínuas de atendimento à população em situação de rua e vulnerabilidade social em diferentes pontos de Campos. O trabalho é desenvolvido por uma equipe multiprofissional que percorre locais estratégicos do município, oferecendo acolhimento, escuta qualificada, orientações e encaminhamentos para a rede pública de saúde.
As ações acontecem em áreas como a Praça da República, Praça São Salvador, Rodoviária Roberto Silveira, Mercado Municipal, Jardim do Liceu, Pelinca, região central da cidade e Guarus. Além disso, a equipe mantém atividades permanentes em instituições de acolhimento vinculadas à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASC).
Em média, o programa realiza 46 ações por mês e acompanha mais de 300 pessoas em situação de vulnerabilidade cadastradas em acompanhamento ativo ao longo de 2026.
Entre as principais demandas atendidas estão os cuidados relacionados à saúde mental, o acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão arterial e diabetes, o atendimento a pessoas com uso abusivo de substâncias psicoativas e o encaminhamento para necessidades sociais, como acesso à documentação e a benefícios assistenciais.
Além dos atendimentos, a equipe percorre diariamente as principais ruas da região central para estabelecer vínculo com essa população, compreender suas necessidades e facilitar o acesso aos serviços de saúde disponíveis no município.
De acordo com o coordenador do Consultório na Rua, Rodolfo Brandão, o trabalho vai muito além do atendimento clínico e busca garantir que essas pessoas consigam acessar toda a rede de assistência.
“Nossa equipe é formada por técnicos de enfermagem, enfermeiro, médico, psicólogo e assistente social. Embora toda a rede de saúde seja responsável pelo atendimento à população em situação de rua, muitas vezes somos os profissionais que estão presentes no território, criando esse primeiro vínculo. A partir daí, realizamos os encaminhamentos para exames e para as Unidades Básicas de Saúde, hospitais, e também para a Rede de Atenção Psicossocial, incluindo os CAPS. Nosso objetivo é garantir que essa população tenha acesso aos serviços de saúde e receba o cuidado de que necessita”, destacou Rodolfo.
Secom*


