Cláudio Castro entra com notícia-crime contra delatores que o acusaram de receber propina

A defesa do governador do Rio em exercício, Cláudio Castro (PSC), protocolou duas ações na Justiça por calúnia, injúria e difamação contra os delatores Edmar Santos (ex-secretário de Saúde) e Bruno Selem (empresário), que acusaram Castro do recebimento de propina.

Nas ações, a defesa de Castro, representada pelo advogado Carlo Luchione, afirma que os delatores não apresentaram nenhuma prova das acusações e, por isso, teriam cometido crimes contra a honra do governador em exercício.

“No referido termo de declarações, o querelado (Edmar Santos) faz diversas acusações de envolvimento do querelante (Cláudio Castro) no esquema criminoso relatado, sem, porém, trazer qualquer tipo de elemento que possa vir a corroborar suas alegações, tratando-se a narrativa, quando muito, de ‘ouvir dizer’ sobre o suposto envolvimento”, escreveu o advogado, na ação protocolada contra Edmar Santos.

A ação contra Bruno Selem traz acusação semelhante: “Ao analisar os autos da referida colaboração, bem como os documentos que foram apresentados pelo querelado (Bruno Selem) no sentido de corroborar a narrativa apresentada, verifica-se que não há qualquer elemento que chancele as acusações feitas em face do querelante (Cláudio Castro), baseando-se as acusações em afirmativas que, supostamente, teriam sido feitas ao querelado por terceiro, bem como em conjecturas criadas pelo próprio querelado”.

Além disso, a defesa protocolou notícia-crime contra os delatores no Ministério Público do Rio, na qual solicita que os promotores investiguem se eles cometeram o delito de falsa comunicação de crime e outras possíveis irregularidades.

O GLOBO revelou no último dia 26 que o ex-secretário Edmar Santos afirmou em sua delação que ouviu do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (PT), sobre a existência de um esquema de propina que incluía pagamentos a Cláudio Castro. Além disso, o empresário Bruno Selem, delator da Operação Catarata, afirmou ter conhecimento que Castro recebia pagamentos de propina de contratos da Fundação Leão XIII quando era vereador.

O Globo*

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