Polícia Civil do Rio deflagra megaoperação em 10 estados contra esquema nacional de receptação de celulares roubados

Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) deflagraram, nesta quinta-feira (02/07), mais uma ofensiva no âmbito da “Operação Rastreio”, com o objetivo de sufocar uma rede criminosa interestadual especializada na distribuição de celulares roubados e furtados para diversos estados do país. A ofensiva ocorre simultaneamente em 10 unidades da federação e tem como alvo uma rede de receptadores que utilizava os serviços postais para pulverizar aparelhos de origem ilícita e abastecer o mercado ilegal de eletrônicos em todo Brasil. A ação mobiliza equipes das polícias civis de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Pernambuco.
A investigação revelou que os criminosos se aproveitavam da estrutura de envio de encomendas para transportar celulares roubados no Rio de Janeiro para receptadores instalados em diferentes estados. As apurações tiveram início após um trabalho conjunto entre a DRCPIM e a Receita Federal, que resultou na interceptação e apreensão estratégica de 30 remessas postais contendo 65 celulares usados. A perícia técnica constatou que a maior parte dos dispositivos possuía restrição junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com IMEIs bloqueados, ou já constava em registros de ocorrência por roubo ou furto.
A partir da identificação dos destinatários e da análise das remessas, os policiais conseguiram mapear o modus operandi da quadrilha: para burlar as fiscalizações locais e inflar os lucros, o grupo utilizava os serviços de postagem para enviar os aparelhos roubados a receptadores e mercados consumidores de outros estados. Eles pulverizavam o material criminoso por todo o território nacional e alimentavam diretamente os roubos e furtos de celulares nas grandes cidades.
Durante a ofensiva desta quinta, os agentes cumprem 41 mandados de busca e apreensão em 10 estados e realizam uma ampla varredura nos endereços dos alvos. Todos os celulares encontrados serão apreendidos e submetidos a uma triagem em tempo real para checar a situação de cada IMEI e identificar equipamentos roubados, furtados ou com restrição de uso. Além da identificação dos receptadores, as diligências buscam esclarecer toda a cadeia criminosa, desde quem envia os aparelhos até os responsáveis pela distribuição, ocultação e comercialização dos produtos ilícitos em diferentes estados.
A ação faz parte da “Operação Rastreio”, maior iniciativa do estado do Rio de Janeiro para combater toda a cadeia criminosa que envolve a subtração e a receptação de celulares. As ações contínuas já resultaram em mais de 13.300 celulares recuperados, sendo 6 mil aparelhos devolvidos para os legítimos donos. Até o momento, são mais de 900 criminosos presos, entre roubadores, furtadores e receptadores.


