15/08/2026
Polícia

Mais de 200 funcionários demitidos da Refit não receberam as verbas rescisórias após as dispensas

Refinaria de Manguinhos Refit

Por causa da crise que atravessa, a Refit demitiu, desde junho, mais de 200 funcionários. O problema, é que muitos acusam a empresa de não pagar as verbas rescisórias após as dispensas. Alguns deles, de acordo com a advogada de parte dos funcionários, Larissa Silva dos Santos, seguem com o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

“Muitos deles tinham financiamento de carros e de imóveis. Era o sustento deles. Ninguém teve direito às verbas rescisórias, ao saque do FGTS e não conseguiram acessar o seguro-desemprego”, informou a advogada em entrevista ao RJ1.

Advogado da SindTanque, André Vasserstein, afirmou à mesma emissora, que o sindicato ingressou com uma ação na Justiça pedindo uma indenização de R$ 6 milhões. Mas outros ex-funcionários pretendem ingressar na mesma ação de forma conjunta e, com isso, o valor por chegar à R$ 10 milhões

Receita classificou empresa como “devedora contumaz”

A Receita Federal chegou a classificar a Refit como uma empresa “devedora contumaz”. Ou seja, que se beneficia da própria inadimplência para seguir fazendo caixa. Além disso, o Ministério da Fazenda afirma que o saldo devedor de todo o conglomerado está em R$ 52 bilhões atualmente, o maior do Brasil.

Já no estado do Rio, a empresa é a segunda maior devedora, com débitos pouco acima de R$ 14,5 bilhões. Ela só fica atrás da Petrobras, que tem uma dívida de aproximadamente R$ 20 bi.

O débito aumentou em 19 vezes de 2013 até o ano passado, saindo de R$ 2,4 bilhões até R# 13,1 bilhões consolidados no ano passado.

Por causa do acúmulo de dívidas, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revogou, no dia 7 de agosto, a autorização de funcionamento da Refit, a antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.

Com informações do Tempo Real.

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