Capitão Guimarães e mais 11 são presos em operação contra o jogo do bicho do RJ - Tribuna NF

Capitão Guimarães e mais 11 são presos em operação contra o jogo do bicho do RJ

Um dos principais contraventores do Rio, Aílton Guimarães Jorge, conhecido como Capitão Guimarães, foi preso nesta sexta-feira (1º) durante uma operação contra o jogo do bicho no Rio. Além dele, mais 11 pessoas foram presas — 9 alvos de mandados e 3 em flagrante. Os nomes de todos os presos ainda não foram divulgados.

Entre os presos na ação estão Marcel Rios Werneck, genro de Guimarães, e cinco policiais (2 civis e 3 militares). Dois PMs que levavam R$ 130 mil para a casa de Marcel foram interceptados na Ponte Rio-Niterói.

Marcel é apontado como tesoureiro da organização criminosa, sendo responsável por receber e contar todo o dinheiro movimentado pelo grupo.

Equipes da Polícia Federal e o Ministério Público do Rio (MPRJ) cumprem desde cedo 13 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão.

A Operação Mahyah visa desarticular a organização criminosa voltada para prática de homicídios, corrupção passiva e porte ilegal de arma de fogo, chefiada por Guimarães.

Na casa de Marcel, em Niterói, os agentes apreenderam uma grande quantia em dinheiro. O valor ainda não foi contabilizado. Durante as prisões em flagrante, os policiais também encontraram armas de fogo.

Os denunciados são:

  1. Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães
  2. Allan Pinheiro Coutinho, policial militar
  3. Alzino Carvalho de Souza, policial civil
  4. André Luiz Miranda Furtado, o Mestre
  5. Daniel Jacinto Vieira, o Mineiro
  6. Fagner Batista Pardin, policial militar
  7. Francisco Carlos de Oliveira, o Chiquinho
  8. Gilberto Ferreira Pereira, policial federal aposentado
  9. Glaucio Raimundo Cardoso
  10. Jorge Antônio dos Santos, o Jorjão
  11. Marcel Rios Werneck
  12. Patrik Roger Correa Vieira
  13. Rodrigo de Paiva Sousa, o Leitão

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara especializada em organizações criminosas do RJ e são cumpridos no estado e no Espírito Santo em endereços ligados aos integrantes do grupo investigado.

A ação é um desdobramento da Operação Sicários, deflagrada no dia 7 de dezembro de 2022.

Segundo a investigação, três núcleos criminosos, subordinado ao Capitão Guimarães, controlam o monopólio de jogos de azar e exploração de bingos clandestinos na Ilha do Governador, Niterói, São Gonçalo e em parte do Espírito Santo (Vitória e Vila Velha).

“Para assegurar a soberania territorial, a organização criminosa pratica, de maneira ordenada, diversos crimes, dentro os quais se destacam homicídios, corrupção passiva e porte ilegal de armas de fogo”, diz a PF.

Os investigadores dizem que um fato que comprova o potencial violento e audacioso do grupo foi a compra de 23 pistolas e 22 carabinas por mais de R$ 312 mil. A compra foi coordenada pelo policial Alzino Carvalho de Souza, com a ajuda de agentes de segurança pública corruptos.

Em um mês, documentos apreendidos revelaram que a organização criminosa movimentou mais de R$ 10 milhões.

A Justiça determinou o sequestro de carros de luxo que, de acordo com a investigação, pertencem à quadrilha do Capitão Guimarães.

A ação conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do RJ e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPES).

O nome da operação, Mahyah, remete a origem da palavra máfia, que provém de um termo do dialeto siciliano, mafia, inspirado em mahyah, que em árabe significa audácia.

Fonte: G1/Ascom Polícia Federal

Alerj

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