Campos lidera em abertura de empresas no interior do estado no 2º quadrimestre de 2026

Há três meses, o representante comercial Luiz André Mendes de Souza resolveu abrir uma açaiteria na garagem da casa da mãe. Apostou num jeitinho especial de preparar a iguaria gelada, com menos açúcar. Apostou também na vizinhança, formada por moradores de diversos edifícios residenciais e funcionários de estabelecimentos das redondezas. “Estou gostando, a clientela é boa”, conta o novo comerciante que, do açaí, passou a vender também salgados e bebidas à base de guaraná. Não pretende parar. Pelo contrário: em breve, vai comercializar café, bolos e hot dog.
O setor de alimentação, escolhido pelo Luiz André, é um dos que mais geram negócios em Campos. Nos oito primeiros meses do ano, eles ajudaram o município a liderar o ranking em abertura de empresas no interior fluminense. Segundo dados da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja), foram constituídas 1.447 empresas em Campos entre janeiro e agosto de 2026.
Os ramos de negócio que se destacaram foram atividade médica ambulatorial restrita a consultas (65), comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios (57), lanchonetes, casas de chá, suco e similares (42), restaurantes e similares (38), atividade odontológica (30), comércio varejista em geral (30) e serviços combinados de escritório e apoio administrativo (30).
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação, Felipe Knust, o bom resultado de Campos na abertura de novos negócios consolida a política adotada pelo prefeito Frederico Paes e pelo ex-prefeito Wladimir Garotinho de sanear as finanças públicas, pagar os salários dos servidores municipais em dia, promover obras, ampliar o diálogo com o meio empresarial e criar mecanismos para desburocratizar a abertura de empresas. Essas ações tornam o ambiente mais favorável a quem deseja empreender no município.
“Empresas de outras cidades e até de outros estados começaram a nos procurar, interessados nos benefícios que Campos oferece, como infraestrutura, mão de obra qualificada, rapidez no processo de legalização e concessão de alvará e proximidade com o Porto do Açu e com os grandes centros urbanos do país. Com a Reforma Tributária, que começa a ser implantada gradualmente em 2027, os incentivos fiscais que alguns estados e municípios oferecem vão perder força; e as empresas começarão a enxergar cada vez mais vantagens como as que Campos oferece”, observa o secretário.
Felipe lembra que, para além dos negócios que abertos principalmente nos setores de comércio e serviço, o município colherá os frutos de outras políticas e ações de atração de empresas. Uma delas foi o lançamento das obras do Complexo Logístico Industrial Farol-Barra do Furado, que começa a surgir no litoral de Campos, no limite com o município de Quissamã. “Já na fase de obras, a BR Offshore, responsável pelo empreendimento, precisará de uma enorme gama de fornecedores locais. Novas oportunidades se abrem, com a geração de empregos à vista”.
Na análise do diretor de Indicadores Econômicos e Sociais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação, Ranulfo Vidigal, Campos se consolidou definitivamente como um polo dinâmico centrado em atividades voltadas para o consumo popular de bens e a busca por serviços de alto padrão. “A renda média de contratação de trabalhadores cresce e incrementa a massa salarial”, observa.
Secom*

