Furna da Onça: processo de cassação dos ex-presidiários voltará a tramitar

A decisão do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), pode até levar o deputado André Corrêa (DEM) a reconquistar sua vaga no Palácio Tiradentes.

Mas o parlamentar não vai esquentar a cadeira (virtual) no plenário.

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa vai enviar ao Conselho de Ética, até o dia 15, o parecer do corregedor Jorge Felippe Neto (PSD) pela cassação do mandato de Corrêa e dos outros quatro presos na Operação Furna da Onça.

Até a estátua do Mártir da Independência aposta que a presidente do conselho, Martha Rocha (PDT), vai dar andamento ao processo.

E a tendência é o plenário cassar a turma toda.

É que, no momento em que aprovaram a libertação de Corrêa, Chiquinho da Mangueira (PSC), Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinicius Neskau (PTB) e Luiz Martins (PDT), os deputados incluíram no projeto de resolução a determinação de que eles ficavam “impedidos de exercer os respectivos mandatos”.

Legalmente, como já provou o STF, a frase não tinha qualquer valor.

Mas, para bom entendedor, pingo é letra.

Quando votaram e aprovaram a libertação dos presos, os colegas soltos aceitaram pagar o preço do desgaste com a opinião pública — mas só até certo ponto.

Tirar da cadeia é uma coisa (afinal, ninguém sabe o dia de amanhã, nem quem pode ser o próximo).

Mas dividir o microfone da tribuna com quem está com a imagem tão queimada é trazer para si a reprovação do eleitor — e as urnas estão sempre ali na esquina.

Fonte: Coluna Extra, Extra.

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