Ao lado de Cláudio Castro, Bolsonaro se diz esperançoso com ‘nova política’

Em visita ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro se disse esperançoso com a “nova política” do estado, um dia após a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) autorizar a abertura de um processo de crime de responsabilidade contra o governador afastado Wilson Witzel (PSC). Ele afirmou que vai tentar tirar o Rio “da situação difícil que se encontra” com o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC).

“Com a Assembleia Legislativa e o nosso jovem governador vamos buscar uma maneira de tirar o Rio de Janeiro da situação difícil em que se encontra. Nós somos aqui, com todo o respeito aos demais, um estado maravilhoso e, se Deus quiser brevemente, essa política será deixada para trás e uma nova política aos poucos surgindo de modo que possamos todos nos orgulhar desse estado maravilhoso chamado Rio de Janeiro”, disse o presidente.

O governador afastado sofre um processo de impeachment e será julgado por um Tribunal Misto, formado por deputados e desembargadores, que pode condená-lo por crime de responsabilidade por suspeitas de desvios na Saúde em meio à pandemia. Cláudio Castro também é investigado no âmbito da Operação Catarata 2, que apura irregularidades na Fundação Leão XIII. Ele nega qualquer crime.

Witzel foi eleito em 2018 com o apoio da família Bolsonaro com o lema da “nova política”, mas os dois romperam depois que o governador afastado disse sonhar com a presidência da República. Ele ainda não se manifestou sobre o discurso de Bolsonaro nesta quinta.

Bolsonaro esteve no Rio para participar de uma cerimônia alusiva à inauguração de estruturas e entregas de equipamentos à Superintendência da Polícia Rodoviária Federal.

O presidente, que foi acusado de tentar interferir na Polícia Federal pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, afirmou que em seu governo não há mais indicações políticas.

“Essa Polícia Rodoviária Federal que vem nos orgulhando a todos desde algum tempo. Isso, obviamente, foi potencializado em nosso governo porque o critério político deixou de existir. O jeitinho, o quebra-galho, o favor, não só nessa instituição, como em outras, deixou de existir e o Brasil começou a funcionar melhor”.

Pandemia deveria receber outro nome, diz presidente
Bolsonaro voltou a defender o uso da hidroxocloroquina, que não tem comprovação científica, no tratamento contra o coronavírus, e afirmou que a epidemia deve ser renomeada no futuro — sem dizer como.

“Lamentavelmente tivemos essa pandemia né, que acho que deveria receber outro nome no futuro, que influiu negativamente na política econômica no mundo todo”.

G1*

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