Caos na Saúde: Médicos de Campos se reúnem para decidir sobre greve nesta quarta

Com péssimas condições de trabalho e com salários defasados, cerca de 1.500 médicos da rede pública de saúde de Campos podem deflagrar uma greve na próxima quarta-feira (12/6). A informação é do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), que convocou uma assembleia extraordinária para esta data, com a finalidade de deliberar sobre reajuste de salários, melhores condições de trabalho dos servidores da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (PMCG) e a possibilidade de paralisação do atendimento eletivo da categoria.

De acordo com o presidente do SIMEC, José Roberto Crespo de Souza, os problemas enfrentados pela classe médica do município são antigos e tem se agravado a cada dia. Segundo ele, a saúde pública do município precisa de ações de melhorias emergenciais, em razão do cenário de caos instalado nos postos de saúde e hospitais municipais. “Há um sucateamento generalizado na maioria das unidades de saúde de Campos. As estruturas físicas estão deterioradas. A mobília está destruída e faltam equipamentos médicos fundamentais para um bom atendimento ao paciente. A saúde precisa de ação urgente”, denunciou o presidente do Simec.

José Roberto ainda informou que greves deflagradas por outras categorias tem agravado as dificuldades no setor da saúde. “Os médicos estão indo aos seus locais de trabalho onde muitos atendimentos estão parcialmente suspensos graças a greve de outros servidores. Ainda assim, nós do Simec somos favoráveis as reivindicações lícitas dos servidores, afinal somos todos servidores municipais em busca de melhores condições de trabalho. Somente através de medidas enérgicas em prol da saúde poderemos ofertar um atendimento de qualidade a população”, encerrou o presidente.

A prefeitura ainda não se posicionou sobre as reivindicações dos médicos.

No último domingo, o Sindicato dos Servidores informou o retorno dos servidores que estão em greve: Siprosep anuncia retorno dos servidores, mantendo o estado de greve e um novo prazo para Rafael Diniz

 

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