Câmbio, Desligo: Bretas aceita denúncia contra Cabral e mais de 60 doleiros

A Justiça Federal do Rio aceitou, nesta sexta-feira (15), denúncia contra o ex-governador Sérgio Cabral o doleiro Dario Messer e outras 60 pessoas, agora réus na Operação Câmbio Desligo, desdobramento da Lava Jato no Rio. O grupo é acusado de formar uma organização criminosa, desde a década de 90, que promoveu evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Esse é o 24º processo contra Cabral na Lava Jato. O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, desmembrou o processo em três. O magistrado separou um processo para os 14 foragidos (veja lista abaixo) e outro para os cinco réus que estão no exterior (veja abaixo)

No mês passado, a Operação Câmbio Desligo prendeu 30 pessoas em quatro estados. Os alvos eram doleiros suspeitos de movimentarem R$ 1,6 bilhão em 52 países.

Foragidos:

  • Rene Maurício Loeb,
  • Alberto Cezar Lisnovetzky,
  • Carlos Alberto Braga de Castro
  • Wander Bergmann Vianna
  • Dario Messer
  • Ernesto Matalon
  • Patricia Matalon
  • Bella Kayreh Skinazi
  • Chaaya Moghrabi
  • Claudine Spiero
  • Richard Andrew de Mol Van Otterloo
  • Betina Lucia Cohen Calichman
  • Diego Renzo Candolo
  • Wu Yu Sheng

No exterior:

  • Raul Fernando Davies
  • Jorge Davies
  • Francisco Joaquim Eduardo Aparício Muñoz Melgar
  • Raul Alberto Zoboli Pegazzano
  • Bruno Farina

De acordo com a denúncia do MPF, a partir da delação premiada dos doleiros Cláudio Barboza, o Tony, e Vinicius Claret, o Juca Bala, foi possível identificar a existência de uma sofisticada rede de doleiros, sediados em diversos Estados e no exterior, que movimentaram quantias vultosas, através de operações de dólar-cabo, por meio de programas criptografados.

Os colaboradores entregaram ao MPF o sistema “Bankdrop”, supostamente utilizado pela organização criminosa, em que estão relacionados mais de 3 mil offshores, cujas transações totalizam mais de 1,6 bilhão de dólares.

Tony e Juca Bala revelaram que também utilizavam um sistema chamado ST, que funcionava como uma conta-corrente, onde eram lançadas as informações dos seus clientes.

De acordo com o MPF, Dario Messer, juntamente com os colaboradores Tony e Juca Bala, desenvolveu uma complexa rede de câmbio paralelo baseada inicialmente no Brasil e, posteriormente, no Uruguai. Essa complexa rede de doleiros foi utilizada por Sérgio Cabral, através dos irmãos doleiros Renato e Marcelo Chebar, para enviar recursos ao exterior.

Fonte:G1

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