Vice-governador quer mexer na política de segurança se assumir

O vice-governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro

Cláudio Castro, o vice de Wilson Witzel que, a contar pelas previsões da maioria dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, assume o comando do estado em meados de agosto, já tem um diagnóstico claro do que vai fazer quando sair do anexo onde fica a Vice-Governadoria para assumir o Palácio Guanabara.

Embora se mantenha leal ao governador até agora, mantendo-o informado de cada passo que deu na tentativa de salvar o governo, Castro tem comentado com alguns interlocutores o que considera que precisa mudar.

A mais forte das transformações: não concorda com os rumos da segurança pública e quer reduzir as mortes em confrontos policiais. A política do tiro na cabecinha, como ficou conhecida a autorização verbal dada por Witzel aos policiais para matar, vai mudar.

Castro costuma dizer que a política de tolerância zero não pode ser permanente e que ninguém consegue viver em guerra. Considera isso injusto com as comunidades e promete investir mais em inteligência.

Retomada econômica, saúde, educação e meio ambiente são citados como exemplos de áreas que o vice considera hoje sem rumo.

A mudança vai além. Quer fazer um grande projeto anticorrupção e investir mais na digitalização, que reconhece que já teve seus primeiros passos no atual governo.

Na economia, o vice quer apostar de novo na reativação da indústria naval, antiga bandeira de muitos governos, mas até agora não executada. E quer investir em economia barata, o que considera um direito do Rio, devido aos poços de petróleo.

Em resumo, seu entorno avalia que quase nada hoje, sob Witzel, tem direção definida, um planejamento claro.

Época Online*

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