TCE-RJ amplia fiscalização sobre investimentos públicos em instituições financeiras

Auditoria analisará aplicações de R$ 6,5 bi no conglomerado Mirae Asset e nos Bancos Genial e Digimais
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) ampliou sua atuação na fiscalização de investimentos realizados pelo Estado em instituições financeiras, consolidando uma linha de controle que já produziu uma das mais relevantes investigações sobre a gestão de recursos públicos no país. Nesta quinta-feira, durante sessão plenária, o Conselho Deliberativo decidiu por uma auditoria extraordinária que amplia o escopo das análises dos investimentos e aplicações realizados pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).
As novas apurações decorrem das análises técnicas realizadas pelo Tribunal durante o exame das Contas de Governo do Estado referentes ao exercício de 2025, que identificaram inconsistências envolvendo mais de R$ 6,5 bilhões em aplicações financeiras e motivaram o aprofundamento das investigações.
Foi o TCE-RJ o órgão responsável por identificar e levar ao escrutínio as aplicações bilionárias realizadas pelo Estado no Banco Master, trabalho de fiscalização que alcançou ampla repercussão nacional e internacional e reforçou o papel estratégico da Corte na proteção do patrimônio público.
Agora, o Tribunal amplia o alcance desse trabalho com a instauração da auditoria extraordinária para examinar investimentos realizados em outras instituições financeiras que também passaram a ser alvo de investigações, operações policiais ou questionamentos por órgãos de controle, entre elas o conglomerado Mirae Asset, o Banco Genial e o Banco Digimais.
Como parte desse trabalho, o presidente do TCE-RJ, conselheiro Márcio Pacheco, determinou o levantamento de todos os processos fiscalizatórios em tramitação na Corte que tratam de instituições financeiras, como Banco Master, Banco Digimais e outras, bem como daqueles relacionados aos investimentos realizados pelos regimes próprios de previdência. O objetivo é organizar e integrar as fiscalizações já em curso, permitindo uma atuação ainda mais eficiente e eficaz do Tribunal, com melhor coordenação das ações de controle, racionalização dos procedimentos e fortalecimento do acompanhamento técnico das matérias.
A medida reforça que a atuação do TCE-RJ não se limita a um caso específico. Ao contrário, integra uma política permanente de fiscalização da aplicação de recursos públicos, voltada à identificação de riscos, ao fortalecimento da governança financeira e à prevenção de prejuízos ao erário.
“A fiscalização dos investimentos públicos não começou agora nem se limita a um caso específico. O TCE-RJ mantém uma atuação permanente para assegurar que os recursos da sociedade fluminense sejam administrados com segurança, responsabilidade e transparência. Os resultados que hoje ganham repercussão são fruto do trabalho técnico, criterioso e independente desenvolvido pela nossa Secretaria-Geral de Controle Externo e pelos auditores de controle externo, cuja atuação tem permitido identificar riscos, corrigir falhas e fortalecer a governança da administração pública”, destacou o presidente do TCE-RJ, conselheiro Márcio Pacheco.
Ascom*


