TRF-2 nega pedido de liberdade do empresário Mário Peixoto

A Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2) negou o pedido de habeas corpus ao empresário Mário Peixoto, nesta quarta-feira (15), por dois votos a um. Ele foi preso na Operação Favorito.

Os votos favoráveis foram dos desembargadores Abel Gomes e Paulo Espírito Santo. O contrário foi de Antonio Ivan Athié, que pediu a prisão domiciliar.

De acordo com a Operação Favorito, as empresas de Peixoto desviaram verba de Organizações Sociais e tinham interesse em contratos de hospitais de campanha.

A defesa de Peixoto argumentava que o empresário se enquadra no grupo de risco para Covid-19 e que não há motivos para a manutenção da prisão.

Peixoto foi denunciado pelo Ministério Público Federal ao lado de mais 16 pessoas por lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução à investigação.

Ele é dono de empresas que celebraram diversos contratos, como o de fornecimento de mão de obra terceirizada, ao governo estadual desde a gestão de Sérgio Cabral.

A Operação Placebo, desdobramento da Operação Favorito, revelou que o escritório de advocacia da primeira-dama do Rio, Helena Witzel, recebeu pagamentos de uma empresa ligada a Peixoto.

A DPAD Serviços Diagnósticos LTDA pagou um total de R$ 105 mil ao escritório. Helena Witzel diz que não há nada de ilegal nos contratos, devidamente declarados. Ela disse respeitar as instituições, mas lamentar a operação que caracterizou como política.

Ex-deputado Paulo Melo pode ser solto

O TRF-2 negou também o habeas corpus dos seguintes investigados:

  • Mário Peixoto
  • Vinícius Ferreira Peixoto
  • Alessandro de Araújo Duarte
  • Cassiano Luiz da Silva

O desembargador Paulo Espírito Santo pediu vista do processo no pedido de habeas corpus relativo ao ex-deputado Paulo Melo. Caso ele decida pela prisão domiciliar, o ex-parlamentar pode deixar a cadeia. A previsão é de que o voto ocorra na semana que vem.

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