Prefeituras do Rio e Niterói anunciam restrições mais duras durante ‘feriadão’

Os prefeitos do Rio, Eduardo Paes, e de Niterói, Axel Grael, anunciaram, na tarde desta segunda-feira, que os dois municípios vão adotar restrições mais duras durante o ‘superferiadão’ de dez dias – que está previsto para acontecer de sexta-feira (26) até o Domingo de Páscoa (4). A decisão acontece com base nas recomendações dos comitês científicos do Rio e de Niterói, que orientaram novas medidas de combate à pandemia da covid-19.

Durante o período dos novos decretos, estarão autorizados a funcionar apenas serviços essenciais. Bares, lanchonetes e restaurantes só poderão funcionar no esquema drive thru ou entrega. Contudo, a campanha de vacinação contra a doença não será interrompida. Confira:

Não poderão abrir:

. Lojas de comércio não essencial;
. Shoppings;
. Bares, lanchonetes e restaurantes (só podem funcionar no esquema drive thru ou entrega);
. Boates;
. Danceterias;
. Museus;
. Galerias;
. Bibliotecas;
. Academias de ginástica;
. Salões de cabelereiro;
. Clubes;
. Quiosques;
. Parques de diversão
. Escolas
. Universidades
. Creches

Poderão funcionar:

. Supermercado;
. Farmácia;
. Transporte;
. Comércio atacadista;
. Pet shop;
. Lojas de material de construção;
. Locação de carros;
. Serviços funerários;
. Bancos;
. Serviços médicos;
. Mecânicas e loja de autopeça;
. Hotelaria, com serviço de alimentação restrito a hospedes.

Divergências entre lideranças

Na manhã de domingo (19), Paes e Grael se reuniram com Claudio Castro para discutir novas medidas, mas nenhuma decisão foi tomada. O governador em exercício quer permitir o funcionamento de bares e restaurantes e fechar apenas as escolas. Já os prefeitos decidiram aplicar restrições mais duras ao funcionamento de serviços não essenciais.

O infectologista Alberto Chebabo, que também estava na reunião, confirmou que as medidas tomadas pelas prefeituras não vão de encontro das determinações de Castro. Daniel Becker explicou que foi um consenso entre todos os membros do comitê em sugerir fortemente o lockdown em ambos os municípios.

“Estamos na pontinha do precipício da situação de colapso e isso não é grave em relação a quem tem covid é grave para todo mundo que precisar de atendimento médico em um hospital”, disse. Segundo Becker, há risco iminente de falta de insumos, principalmente para intubação de pacientes em UTI.

Troca de farpas

Na tarde desta segunda-feira, Eduardo Paes, se referiu às medidas sugeridas pelo governador em exercício, Cláudio Castro, como ‘CastroFolia’. Paes e Castro tem visões diferentes de como as medidas devem se aplicadas, ao lado do prefeito de Niterói, Axel Grael, é a favor de restrições mais duras, como o fechamento do comércio não essencial. Castro, no entanto, tende a apoiar medidas mais brandas permitindo a abertura de bares e restaurantes e fechando apenas as escolas.

A divergência pública entre prefeitura e governo é a primeira desde que Paes assumiu o mandato, em janeiro. À época, Paes e Castro eram alinhados nas estratégias de combate à pandemia. Ambos defendiam que o lockdown era uma ideia descartada naquele momento, e focaram na abertura de leitos na rede pública. Em um encontro, Castro admitiu que um de seus primeiros votos na vida política foi em Eduardo Paes, para vereador, em 1996.

Confira a troca de farpas nos links abaixo: Eduardo Paes: ‘Aqui ninguém toma decisão de “orelhada” ou por achismos’

Cláudio Castro: “As medidas que valem são as minhas”

Paes volta a alfinetar Castro: “CastroFolia! A micareta do governador!”

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