MP denuncia Adriana Belém por lavagem de dinheiro; delegada tinha R$ 1,76 milhão em casa

O Ministério Público denunciou a delegada Adriana Belém e seu sobrinho, Richard Henrique Belém da Silva, por lavagem de dinheiro.

A delegada está presa desde a “Operação Calígula”, que mirou uma rede de jogos de azar comandada pelo bicheiro Rogério Andrade (entenda abaixo).

No documento enviado à Justiça na terça-feira (24), o promotor Luís Augusto Soares de Andrade afirmou que “a denunciada, com vontade livre e consciente, ocultou a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e a propriedade de ao menos R$ 1.768.100,00, valores estes provenientes, direta ou indiretamente, das infrações penais acima referenciadas, em especial, o crime de corrupção passiva”.

Richard, segundo o MP, foi o responsável pela compra do Jeep Compass por R$ 181 mil. O carro, presente que Adriana Belém deu para o filho, foi quitado com dois depósitos em dinheiro vivo e estava registrado no nome do escritório de advocacia de Richard.

Outra denúncia

Em uma primeira denúncia do MP, os investigadores dizem que Belém ajudou a viabilizar a retirada em caminhões de quase 80 máquinas caça-níquel apreendidas em casa de apostas da organização criminosa de Rogério Andrade.

Além dela, foram denunciados o ex-policial Ronie Lessa (já preso acusado pela morte da vereadora Marielle Franco); Leandro de Souza Barbosa, Jefferson Monteiro da Silva e Marcos Cipriano – todos presos.

O bicheiro Rogério Costa de Andrade e Silva, além de outros réus, foram denunciados, mas seguem foragidos.

O grupo criminoso e armado de Rogério usava de força para obter vantagens com jogos de azar, envolvendo crimes como corrupção ativa, lesão corporal de natureza grave, homicídio, lavagem de dinheiro, entre outros.

Transferida após supostas ameaças

Na tarde desta terça-feira (24), Adriana Belém foi transferida para o Instituto Penal Santo Expedito, no Complexo de Gericinó, em Bangu. Lá, ela passou por avaliação médica e ficará em cela isolada, sem contato com as outras presas.

A transferência foi para cumprir ordem judicial do juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada do Rio de Janeiro, que negou o pedido de revogação da prisão preventiva dela e de Marcos Cipriano – além dos réus Leandro Souza e Jefferson Monteiro da Silva – , e solicitou ainda informações sobre as condições de cautela de Belém, que estaria sendo ameaçada na cadeia.

G1*

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