Mário Peixoto queria controlar 7 hospitais de campanha do Rio; veja o documento

O empresário Mário Peixoto foi preso hoje pela Lava Jato por, entre diversas suspeitas, tentar administrar, de forma ilegal, sete hospitais de campanha levantados pelo governo do Rio para tratamento de pessoas com Covid-19.

Os indícios surgiram mediante a quebra dos sigilos telefônicos e telemáticos de Peixoto e outros suspeitos, entre fevereiro e abril deste ano.

O MPF encontrou emails trocados entre Alessandro Duarte, suposto operador de Peixoto, e Juan Elias, que seria o contador da organização criminosa.

Em um deles, há diversas planilhas sobre compras de equipamentos e insumos dos hospitais de campanha do Rio para enfrentar a pandemia. Segundo Marcelo Bretas, em sua decisão, os documentos trocados entre Duarte e Elias “normalmente são manuseados por administradores ou diretores da empresa”.

Assim como em 2012, o esquema seria mediado por uma organização social. O governo do Rio firmou um contato com a OS Iabas para a administração dos hospitais de campanha, em montante equivalente a R$ 850 milhões.

Segundo Bretas, as conversas mantidas por telefone e email mostram que a Iabas “teria relação com MARIO PEIXOTO, apesar de não constar qualquer vínculo com ele no quadro social da citada pessoa jurídica”.

A suspeita é que, por meio da Iabas, Peixoto conseguiria contratar empresas ligadas a ele para fazer a prestação de serviços dos hospitais de campanha.

O Antagonista*

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