Ex-secretário de Obras da gestão Paes é condenado a 23 anos de prisão por fraudes na construção do BRT Transcarioca

O ex-secretário de Obras da Prefeitura do Rio na gestão de Eduardo Paes, Alexandre Pinto, foi condenado a 23 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas em um processo da Operação Mãos à Obra, desdobramento da Lava-Jato no Rio.

É o quarta vez em que Alexandre Pinto foi condenado na Lava-Jato pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Neste processo, Alexandre Pinto foi condenado por irregularidades nas obras de construção do BRT Transcarioca, corredor exclusivo de ônibus articulados, no trecho que liga a Penha, na zona norte da cidade, à Barra da Tijuca, na zona oeste.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, Alexandre Pinto, na condição de secretário de Obras da Prefeitura do Rio, recebeu 1,040 milhão de dólares em propina de executivos da Andrade Gutierrez para favorecer a empreiteira na obra.

Apontado como operador financeiro de Alexandre Pinto, Celso Reinaldo Ramos Júnior foi condenado a 24 anos de prisão. Ele fechou acordo de delação premiada com o MPF, e por isso a pena foi substituída nos termos do acordo de colaboração. Segundo a denúncia do MPF, uma empresa de Ramos Júnior celebrou um contrato fictício de prestação de serviços com a Andrade Gutierrez, com o objetivo de dar uma aparência legal à propina destinada a Alexandre Pinto.

Ainda de acordo com o MPF, a propina, depois, foi enviada para a conta de uma offshore em Mônaco, com a ajuda do doleiro Juan Luis Bertrán. Bertrán foi condenado no processo a 21 anos e 1 mês de prisão em regime fechado.

G1*

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