Empresas suspeitas de emitir R$ 300 milhões em notas fiscais sem atividade real são alvo de operação da Sefaz RJ

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) deflagraram, nesta sexta-feira (26/06), a Operação Maçarico. A ação tem o objetivo de fiscalizar mais de 70 estabelecimentos com indícios de simular operações comerciais. Conhecidas como “noteiras”, as empresas utilizam a manobra principalmente para facilitar atividades com finalidade de sonegação fiscal e fraudes tributárias. Os locais serão vistoriados até o final de julho.
Na fase inicial da ação, um total de 15 empresas, que emitiram R$ 300 milhões em notas fiscais durante o ano de 2026, estão sendo diligenciadas. Dentre os estabelecimentos, quatro deles são dos ramos de bebidas, cigarros e combustíveis, que, historicamente, são os segmentos que apresentam alto risco de fraude tributária. Em regra, as noteiras existem apenas formalmente, a partir da obtenção da Inscrição Estadual, porém, elas não exercem atividade econômica efetiva.
“Nosso objetivo é verificar as atividades exercidas pelas empresas, garantindo uma análise precisa sobre a existência dos estabelecimentos e da real movimentação econômica realizada. Mais de 60 empresas serão fiscalizadas nas próximas etapas da operação, sempre levando em conta os setores com maiores índices de irregularidades, consolidando uma atuação cada vez mais estratégica e direcionada”, explicou o secretário de Estado de Fazenda, Guilherme Mercês.
Dentre as principais finalidades dessas empresas, estão a geração de créditos indevidos e o acobertamento de mercadorias em trânsito, na tentativa de burlar a fiscalização. Além disso, as notas emitidas irregularmente tentam dar uma aparência de licitude a operações ilegais, como a comercialização de produtos provenientes de descaminho, contrabando e furto.
Ascom*


