Política

Eleições 2026: Veja as propostas de candidatos ao governo estadual do Rio para servidores

Candidatos ao governo do Rio de Janeiro
Paes, Ruas e Garotinho eleições 2026

No dia 4 de outubro, espera-se que 12,8 milhões de eleitores e eleitoras do Estado do Rio compareçam às urnas — incluindo os cerca de 420 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas estaduais. Além do presidente da República, de deputados estaduais e federais e de dois senadores, a votação vai eleger o próximo ocupante do Palácio Guanabara. É o governador, chefe do Poder Executivo, que tomará as decisões que afetarão diretamente os fluminenses, incluindo os funcionários públicos.

Ao longo da semana, a coluna conversou com quatro candidatos para ouvir suas principais propostas direcionadas ao funcionalismo estadual. Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Anthony Garotinho (Republicanos) e William Siri (Psol) falaram sobre promessas, expectativas, concursos públicos e abertura para negociações salariais.

No geral, os candidatos foram unânimes ao prometer o pagamento da recomposição inflacionária anual para os servidores durante todo o seu mandato. Até hoje, não foi pago o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2023, 2024 e 2025.

Eles também não descartaram a realização de concursos públicos, conforme necessidade de cada órgão.

A escolha dos candidatos entrevistados considerou aqueles com 2% ou mais na pesquisa de intenção de voto da Quaest de 25 de agosto, e os que estevam entre os quatro primeiros colocados. Confira!

O que os servidores públicos estaduais podem esperar caso seja eleito? Que mudanças pretende implementar ao longo de quatro anos?

Eduardo Paes: Quem fala é o prefeito de quatro mandatos da cidade do Rio de Janeiro, que todos os anos deu reajuste. Que respeitou, e não tirou, todos os direitos dos servidores. Que estabeleceu acordo de resultado e metas com todos, e que bonificou aqueles que cumpriram. Eu quero fazer exatamente o mesmo no Estado. Quero dizer para os professores que eles vão receber um salário mais digno: vamos respeitar o piso nacional.

Rodrigo Ruas: A ideia é ter recomposiçãotodo ano. Buscaremos fazer correções de injustiças, com transparência e responsabilidade fiscal. Para PMs, vou alterar o que define quem recebe a gratificação e vamos ter o Complemento de Simetria Remuneratória Militar (para quem aposentou sem a Gratificação de Risco de Atividade Militar). Na Educação, teremos uma gratificação focada no aprendizado. Vou orientar a PGE-RJ a atuar junto ao STF no Caso Master para garantir a reposição do ativo do Rioprevidência.

Anthony Garotinho: Vamos ter data-base em 1º de maio. Vamos rever as perdas anteriores, parcelando. De forma específica, aos professores, pretendemos pagar o piso nacional, em vez de dar a complementação. Aos militares da reserva, vamos estender a Gram (Gratificação de Risco de Atividade Militar). Vamos criar o cashback do servidor, que vai receber 70% do imposto dos produtos que comprar em gêneros alimentícios, remédios e de higiene. Teremos o programa Servidor Ficha Limpa, em que o Rioprevidência comprará a dívida do servidor e refinanciará.

William Siri: Vamos dar reajustes todos os anos. Também vamos acabar com essa lógica de contratações e comissionados no Estado do Rio de Janeiro. Vamos dar o piso nacional da Educação e reformar os lugares de trabalho, porque acho que todo mundo quer ter boas condições de trabalho. E uma luta minha é a valorização do vale-alimentação. Vamos fazer um estudo a partir das secretarias.

Se eleito, pretende realizar novos concursos públicos?

Eduardo Paes: Tem áreas que não tem jeito, não é? Vamos colocar todo mundo nos quadros que estão aí da Polícia Civil, da Polícia Militar, professores são permanentemente convocados. Já assumi o compromisso de chamar os excedentes já aprovados nos concursos.

Douglas Ruas: Com certeza. Fui concurseiro um dia. Na Polícia Militar, temos 44 mil policiais e está, preconizado na Lei [11.041/2025], o efetivo de 60 mil. Vou estabelecer um cronograma de concurso para alcançar o número de policiais previstos. Já me comprometi a convocar imediatamente todos os excedentes já aprovados nos concursos para as forças de Segurança.

Anthony Garotinho: Vamos chamar os concursados excedentes da Polícia Civil, Militar, do Degase e do Corpo de Bombeiros. Depois, se for necessário, faremos concurso. Nós temos estudo de todas as áreas sobre o quadro efetivo. Mas não dá para recompor tudo de uma vez: primeiro vamos chamar quem já está aprovado. Vamos regularizar e só então vamos recompondo aos poucos.

William Siri: Vamos ter novos concursos, porque precisamos aumentar o efetivo. Entendemos que para ter um serviço público de qualidade, a gente precisa de concursados bem remunerados e valorizados. Por isso, vamos ter um calendário de concursos para as secretarias que precisam. É um compromisso nosso também convocar esses excedentes aprovados.

O senhor mantém um canal de comunicação com os servidores?

Eduardo Paes: Isso é uma atividade permanente. Vocês estão falando, novamente, com um prefeito de quatro mandatos, que manteve diálogo com os servidores permanentemente.

Douglas Ruas: Estamos sempre abertos ao diálogo. Todas as categorias que nos procuram, por meio de seus representantes, nós estamos ouvindo.

Anthony Garotinho: Recebo os sindicatos, o pessoal do Fosperj (Fórum Permanente de Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro).

William Siri: Ter um diálogo com os sindicatos, para a gente, é fundamental, para ver até onde a gente consegue ir. Então, vamos fortalecê-los. A partir do ano que vem, vamos ter uma constância de mesa de negociação, ouvindo as categorias. Isso faz fortalecer até mesmo a nossa democracia.

Fonte: Extra

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