Vigilância sentinela monitora variantes da Covid-19 para tomada de decisões

O subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde, Charbell Kury, na reunião do Gabinete de Crise nesta segunda-feira (24), explicou que a vigilância genômica, com monitoramento dos testes de PCR, segue investigando variantes que acometeram pacientes confirmado para Covid-19, como a P1 e P1.2, e agora, de um trabalhador off-shore que veio da Índia para Campos.

Charbell informa que chegou a Campos paciente que estava em empresa off-shore na Índia e que está sendo monitorado, como também três contactantes que estiveram com ele, no âmbito do trabalho integrado, feito pela vigilância sentinela municipal com a Rede CIEVS, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde.

Sobre a variante indiana, o subsecretário pontou que “os estudos mostram que ela compartilha muito das características com a variante amazônica, como escapar do sistema de defesa, transmitir mais rápido e atingir pacientes mais jovens. Mas a variante indiana tem outras mutações que conferem a ela uma transmissão mais acelerada, como se fosse turbinada. Até onde sabemos, os estudos mostram que as vacinas existentes funcionam para essa variante”.

Sobre o trabalho da vigilância sentinela, os estudos mostram que Campos confirmou a variante P1 e também a P1.2. “Ainda temos que aguardar, acompanhar mais casos, sobre a P1.2, para saber o impacto dela”, declarou Charbell sobre a cepa P1.2. A pesquisa de vigilância genômica em parceria com a UFRRJ deixou claro que todas as amostras indo para análise são da variante amazônica, a P1.

O vírus da variante P1 confirmou sua capacidade de transmissão acelerada, de contágio e comprometimento de pessoas mais jovens, com maior letalidade, não respeitando se você tem comorbidade ou não, ou a faixa etária, assinala Charbell, lembrando que o jovem hoje é um forte vetor. “Infelizmente, o Covid segue uma matemática perversa: de cada 100 pessoas 80 vão melhorar ou não vão ter sintomas, 20 dessas pessoas vão ficar mal, e 5 delas vão para CTI, sendo que de 3 a 5 podem morrer”.

Subcom*

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