15/07/2024
Esporte

Torcedores brigões responderão por organização criminosa: ‘Governo vai aumentar sarrafo da punição’, diz Castro

Uma reunião realizada nesta sexta-feira (10) no Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro, definiu medidas contra violência entre torcedores nas próximas partidas do Campeonato Carioca. Entre elas, que os brigões sejam enquadrados no crime de organização criminosa.

Outra medida é que os clubes não irão mais ceder ingressos para as torcidas organizadas.

A entrada das seguintes torcidas organizadas também está proibida nos estádios: Raça Rubro -Negro, Jovem Fla, Força Jovem do Vasco, Young Flu e Fúria (do Botafogo).

“O governo vai aumentar o sarrafo da punição. Não dá pra ter diálogo com que não cumpre acordo. A mão forte do Estado será exercida. Não é o que a gente queria porque futebol é um esporte de paz. Mas vamos ser mais rigorosos”, afirmou o governador Cláudio Castro (PL).

A reunião acontece cinco dias depois das brigas entre torcedores do Flamengo e do Vasco nos arredores do estádio do Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Os confrontos aconteceram antes do jogo. Uma pessoa morreu.

Além de Castro, a reunião contou com o secretário Estadual de Esportes, Rafael Picciani, representantes da Polícia Militar, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e representantes do Flamengo, Fluminense e Vasco.

A proposta de torcida única nos estádios, que chegou a ser sugerida antes do encontro, não foi adiante. De acordo com Cláudio Castro, a medida significaria o fracasso da segurança pública.

O governador voltou a afirmar que confia no planejamento realizado pela Polícia Militar para o evento.

“A gente consegue fazer um réveillon com milhões de pessoas, eventos grandiosos, sem problemas. Como não conseguiria garantir segurança num jogo de futebol? O planejamento que a PM tem para o Maracanã é um dos melhores do mundo, reconhecido até internacionalmente. Não vamos descartar esse planejamento. Não houve falha no planejamento. Houve falha na execução”, disse Castro.

G1*

Alerj

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