‘Se ele fez isso, será processado por denunciação caluniosa’, diz Cláudio Castro, sobre acusações de Edmar Santos

O governador em exercício do RJ, Cláudio Castro (PSC), comentou neste domingo (27) as acusações do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos.

“Se ele fez isso, será processado por denunciação caluniosa, com certeza”, afirmou Castro.

O governador em exercício deu uma entrevista à TV Globo na saída de uma missa, na Paróquia Santa Rosa de Lima, na Barra da Tijuca.

Delação de Edmar

Em delação, Edmar afirmou que Cláudio Castro participava de desvios. A declaração foi publicada pelo jornal O Globo, no sábado (26). Segundo o ex-secretário, o dinheiro seria desviado de sobras do orçamento da Alerj.

“Isso está em segredo de justiça. Eu não recebi nada ainda e, se eu receber alguma coisa, eu vou estar transigindo a justiça. Então, na hora que eu for citado, eu vou falar nos autos”, afirmou Castro.

O Ministério Público também investiga a suspeita de que Castro recebia propina de uma empresa que tinha contratos milionários com o governo, a Servlog.

A TV Globo teve acesso e já mostrou alguns vídeos que estão no processo.

Em um deles, gravado em julho do ano passado, o então vice-governador foi até um shopping da Barra da Tijuca com uma mochila, onde encontrou com o dono da Servlog, Flávio Chadud.

A Servlog tinha contratos com a Fundação Leão XIII, responsável por projetos sociais do estado, que era subordinada a Castro.

Um dia depois do encontro, Flávio Chadud acabou preso na Operação Catarata 1.

Outro alvo da operação foi Bruno Campos Selem, administrador da Servlog, braço direito de Chadud. Selem fechou um acordo de delação, já homologado pela Justiça.

O administrador calcula “que Cláudio Castro tenha recebido cerca de R$ 100 mil em espécie, pois constatou que este era o valor aproximado que faltava no cofre da empresa após reunião de Flávio e Cláudio”.

O vice-governador saiu do elevador, às 10h33, com uma mochila na mão. Os investigadores dizem que às 10h34 “é possível ver que Castro cumprimenta discretamente Flávio Chadud com um toque nas mãos”.

Em nota, Castro disse que “entrar com uma mochila num prédio não é crime e que jamais encontrou o delator no escritório da Servlog”. Ele também afirmou que não foi investigado pela Operação Catarata e negou que tenha recebido qualquer tipo de propina.

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