RJ gastou mais de R$ 1 milhão em serviços no Hospital de Campanha do Maracanã depois do fechamento

O Governo do Estado do Rio de Janeiro gastou mais de R$ 1 milhão em serviços do Hospital de Campanha do Maracanã, na Zona Norte do Rio, depois de seu fechamento oficial.

Entre as contratações feitas estão o aluguel de tendas e equipamentos de raio-x, profissionais de limpeza e segurança, além da lavagem de roupa hospitalar.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a desmobilização da unidade temporária dedicada para atender pacientes com a Covid-19 começou em setembro de 2020.

Mas o hospital do Maracanã já não recebia pacientes desde agosto do ano passado.

Contudo, a Fundação Saúde já publicou nove Termos de Ajuste de Contas (TAC) com a empresa A.R.T. Serviços Terceirizados, por serviços prestados entre outubro e janeiro deste ano. Ou seja, o governo vai pagar por contratações de até quatro meses após a desmobilização do hospital.

Entre os serviços contratados com a empresa estão o fornecimento de profissionais de segurança e limpeza. O estado reconheceu uma dívida de R$ 750 mil, pelos serviços prestados depois que a unidade foi desativada. Desse total, R$ 290 mil já foram pagos.

Outra empresa que também prestou serviços após o fechamento do hospital foi a MVD Eventos Estruturas e Serviços.

Eles alugaram quatro galpões e tendas de 7.200 metros quadrados para o estado durante o funcionamento do Hospital de Campanha do Maracanã. E o serviço continuou mesmo depois que a unidade fechou.

A equipe do RJ2 encontrou, pelo menos, duas notas fiscais com as datas entre 21 de outubro e 21 de dezembro de 2020. Os serviços custaram mais de R$ 240 mil reais cada um. Um total de R$ 483 mil pelo aluguel.

O governo também abriu processos para pagar fornecedores de serviços médicos, como aluguel de equipamentos de raio-x e uma empresa de lavanderia.

Irregularidades
As irregularidades na construção dos hospitais de campanha são um dos pilares do processo de impeachment contra o governador afastado Wilson Witzel (PSC).

No início da pandemia, o governo do estado prometeu a construção de sete unidades. Mas apenas duas ficaram prontas, a do Maracanã e a de São Gonçalo.

Inicialmente, a gestão era da Organização Social Iabas, que também é investigada na justiça por irregularidades nesse contrato.

Estado justifica gastos
A Secretaria Estadual de Saúde informou, em nota, que mesmo com a desativação da unidade hospitalar era necessário manter equipamentos e materiais em segurança, assim como limpeza e conservação do espaço.

Eles disseram ainda que o desmonte foi complexo e só terminou em janeiro.

G1*

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