Projeto propõe ajudar a identificar suspeitas de ‘rachadinha’ de salários no Legislativo

Uma ferramenta colaborativa foi desenvolvida com o objetivo de ajudar o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) a identificar suspeitas da prática de “rachadinha” no Legislativo fluminense. Batizado justamente de “Rachadinha”, o projeto foi premiado na Hackfest 2019 – uma maratona tecnológica promovida pelo MP-RJ.

A chamada “rachadinha” consiste na prática ilegal, mas comum, de políticos que ficam com parte dos salários de seus assessores.

O Projeto Rachadinha, lançado em formato de site, começou a ser desenvolvido em outubro e levou dois meses para ficar pronto. Ele cruza cerca de 50 informações diferentes de cada um dos assessores lotados nos gabinetes dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Ao reunir dados desses assessores como endereço, escolaridade e vínculos com empresas, o site pode apontar para possíveis irregularidades. Por exemplo, um assessor com ensino fundamental incompleto que recebe um salário equivalente a um cargo de nível superior pode apontar ao MPRJ suspeita de irregularidades.

Por meio do site, é possível saber quem os deputados empregam, quanto eles ganham e no que gastam. Assim, o objetivo da ferramenta é facilitar o controle e o monitoramento dos órgãos públicos de controle.

De acordo com o MPRJ, o projeto focou na Assembleia Legislativa do Rio, mas pode ser aplicado a qualquer casa legislativa.

G1*

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