Primeira morte pela variante Delta é identificada no Estado do Rio

O município de Duque de Caxias confirmou, em nota, o primeiro registro de morte divulgado pela variante Delta no Estado do Rio de Janeiro. A vítima, um homem de 50 anos, foi identificada naquele município. Na última segunda (19), a Secretaria de Estado de Saúde informou que haviam 81 pessoas contaminadas pela nova variante. A capital fluminense informou que mais quatro casos de infecções com a B.1.617 foram identificados. São dois homens e duas mulheres com idades entre 28 e 60 anos.

A variante Delta está presente em pelo menos 111 países no mundo, conforme apontou a OMS no início desta semana, e tem circulado no Rio de Janeiro desde o final de maio. Sua transmissão comunitária preocupa e está se expandindo em todas as regiões do estado fluminense. A capital e Baixada Fluminense concentram o maior número de casos identificados da doença. A maior parte dos pacientes contaminados tiveram quadros brandos, mas uma pessoa em Duque de Caxias não resistiu à nova cepa da covid-19.

No município do Rio, a Secretaria Municipal de Saúde identificou quatro novos casos de acordo com o balanço feito nesta quinta-feira (22), totalizando um número de 27 infecções com a cepa oriunda da Índia na cidade. Os quatro novos pacientes que contraíram a doença possuem a faixa etária entre 28 e 60 anos, sendo dois homens e duas mulheres. Eles tiveram apenas sintomas gripais e já estão recuperados, contudo, fontes da prefeitura explicaram que o cenário pode estar mais expandido.

O DIA procurou os 12 municípios que tiveram casos divulgados com a contaminação pela nova cepa. Sete prefeituras (Campos, Duque de Caxias, Maricá, Japeri, Itaboraí, Seropédica e Rio de Janeiro) comunicaram que o quadro de infecção predominante identificado até o momento foi mais leve. Os sintomas detectados na maior parte dos pacientes foram febre, tosse e dor de cabeça, se assemelhando ao diagnóstico da gripe. Contudo, houve um quadro grave que resultou em morte.

Em Duque de Caxias, dois novos confirmados, totalizando seis, com faixas etárias entre 28 e 58 anos. Um paciente teve quadro grave e não resistiu à variante Delta. Do total, quatro dos que estavam sendo monitorados tiveram sintomas variados, mas predominantemente leves, os principais foram: febre, tosse, dispneia, dor de cabeça, dores no corpo, alteração de olfato e paladar e vômito. Um último paciente infectado com a nova cepa não conseguiu ser localizado.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) afirmou que é possível dizer que a variante Delta circula no Rio. Uma pesquisa feita pela SES indicou que 78% das amostras foram da variante P.1 (Gama/ Brasil) e que 16%, da variante B1.617.2 (Delta).

“O estudo ocorre por amostragem, portanto, os números absolutos de casos não são mais considerados importantes e, sim a proporção de cada uma das variantes em relação ao número total de amostras sequenciadas. O sequenciamento do vírus da Covid-19 não é um exame de rotina nem de diagnóstico, é feito como vigilância genômica, para identificar modificações sofridas pelo vírus SARS-CoV-2 no estado e embasar políticas sanitárias”, ressaltou.

Dúvidas sobre a variante Delta

O secretário estadual da Saúde, Alexandre Chieppe, enviou ao DIA um vídeo com orientações para toda a população a respeito da variante Delta.

“Duas questões são muito importantes de serem destacadas. A primeira é a vacinação, as vacinas que nós temos hoje disponíveis no Brasil são eficazes contra a variante Delta. A segunda questão é que as medidas de prevenção, sejam elas individuais como o uso de álcool em gel ou utilização da máscara, como as coletivas como as ações de distanciamento social, elas continuam sendo importantes independente da variante que está predominando. A identificação dessa variante Delta, e o eventual crescimento dela faz com que a gente tenha que intensificar as medidas de monitoramento mas ela não necessariamente afetam as medidas de prevenção que devem ser mantidas”, explicou o secretário.

Fonte: O Dia

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