Prefeitura de SFI apoia projeto pioneiro integrado de piscicultura e horticultura

A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI), através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, está apoiando um projeto inovador integrado de piscicultura e horticultura orgânica por intermédio de aquaponia, que é um sistema de produção de alimentos que combina a aquicultura convencional com a hidroponia (horticultura e agronomia).

Na quarta-feira (28), uma equipe da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) esteve no município e conheceu o projeto piloto experimental, na localidade de Nova Belém, antiga Carrapato, além realizar outras visitas. O vice-prefeito Raliston Souza, representando a prefeita Francimara Barbosa Lemos, ao lado do secretário de Agricultura e Abastecimento, Enaldo Barreto, recepcionaram os técnicos da Uenf.

“Enquanto a prefeita Francimara percorria outros pontos do município anunciando importantes obras para o bem estar da população, estou acompanhando a visitação. Essa divisão de tarefas potencializa ainda mais os trabalhos e permite que tenhamos um resultado mais amplo de ações do Governo”, ressaltou Raliston.

A equipe da Uenf esteve inicialmente no posto da Secretaria de Agricultura, em Imburi, coletando água do poço que vai abastecer os tanques de criação de alevinos para análise no laboratório da universidade, a fim de saber se está dentro dos padrões. O mesmo procedimento de coleta de água ocorreu em uma nascente, no Espaço do Produtor, na área central. Os resultados serão apresentados no próximo dia 12 de maio, quando os técnicos da Uenf retornarão ao município.

Pioneirismo em projeto com sistema inovador

Em Nova Belém, o angolano naturalizado brasileiro Manuel Girão, 59 anos, casado com Daniele Girão, 45, das famílias Menezes e Souza, apresentou o projeto, que consiste na criação de peixes em quatro tanques, dois com tilápias e os outros dois com carpas ornamentais. O teto de uma estufa gigante, com 2% de inclinação, realizará a coleta da água da chuva para um reservatório, que vai alimentar toda a atividade.

“Juntando os sistemas de piscicultura e hidroponia, o que um descarta, o outro aproveita, minimizando as perdas. A água dos tanques sai com amônia, passa por bactérias, sendo transformada em nitrito, que por sua vez, converte-se em nitrato, alimento para a planta. O que a planta não consome, retorna para os tanques através de um círculo contínuo, economizando 90% de água”, explicou Girão, acrescentando que vai cultivar tomate e temperos como manjericão, orégano, alecrim, manjerona e tomilho.

Enaldo destacou que a Uenf demonstrou interesse em dar apoio técnico para o andamento do projeto. “A Secretaria de Agricultura já está dando suporte na construção dos tanques. Também o Vitor Sendra, da Assessoria de Comunicação da Uenf, pediu autorização e vai comunicar à Pesagro (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro) dando ciência a respeito da existência deste projeto pioneiro na região”, revelou o secretario de Agricultura.

Além de Raliston e Enaldo, acompanharam ainda a visitação o subsecretário de Agricultura, Daniel Abílio; o coordenador das ações da Secretaria de Agricultura junto ao produtor, Marcos Lucahe; e o vereador Aroldo Leandro.

Previsão de três meses para conclusão das instalações

O projeto existe há um ano, mas somente agora está iniciando as instalações, com prazo de término em três meses e ciclo de inicialização para a operação de quatro meses até a produção estar pronta para comercialização.

“Está prevista a implantação de um módulo piloto experimental, com expectativa de expansão para novos módulos futuros. Este primeiro módulo tem como produção anual planejada 2.040 kg de peixes, 4.450 kg de tomate e 2.362 kg de temperos. Caso a experiência seja bem sucedida, a ideia é expandir até um total de quatro módulos, um a cada dois ou três anos. Com relação à geração de empregos, em média dois a três por módulo e mais dois a três para o processo de secagem e desidratação de produtos”, informou Girão.

O produtor agradeceu a parceria com a prefeitura por levar apoio técnico através da Uenf, permitindo um impulso na agricultura da região. “Todos no campo são carentes desta atenção de tecnologia e assessoramento, que permite um valor agregado muito grande. Em relação ao projeto, vale ressaltar que o modelo serve para várias culturas, permitindo uma produção sem agrotóxicos e pesticidas, preservando o meio ambiente, além de produtividade maior, a partir do controle das condições climáticas, com produção o ano inteiro, independente da estação”, finalizou.

AsCom SFI

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