Polícia Civil faz operação contra esquema de lavagem de dinheiro do tráfico no Rio e mais 2 estados

Policiais civis da 19ª DP (Tijuca) fazem uma operação, na manhã deste sábado (25), para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro de traficantes do Rio de Janeiro, em especial do Morro do Borel, na Tijuca, Zona Norte do Rio. A investigação teve início a partir de depósito bancário em dinheiro cujas notas tinham cheiro de maconha impregnado.

Ao todo, foram expedidos pela Justiça oito mandados de prisão e outros seis de busca e apreensão. Às 9h, quatro pessoas já tinham sido presas.

A ação, batizada de “Shark Attack”, também acontece em outros três estados com apoio das polícias locais. Além da capital do Rio, há mandados de prisão e busca e apreensão sendo cumpridos em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e em Curitiba, capital do Paraná.

Cheiro de maconha em dinheiro chamou atenção

A investigação começou a partir da tentativa de depositar R$ 99.600 em um caixa eletrônico de uma agência bancária da Tijuca, no dia 28 de janeiro deste ano. O cheiro de maconha entranhado no dinheiro despertou a atenção de pessoas próximas, que acionaram a Polícia Militar.

Na ocasião, um homem identificado como Tubarão e seu amigo João Victor foram levados para a delegacia, prestaram depoimento e foram liberados.

A partir deste dia, iniciou-se uma investigação para rastrear o caminho do dinheiro. A polícia descobriu um esquema milionário de depósitos do dinheiro da venda de droga sendo lavado em empresas fantasmas ou fictícias em outros estados.

Além de alguns traficantes, os laranjas do esquema estão entre os alvos da operação deste sábado.

“Esta é uma primeira fase de uma operação que começou há três meses e tem como objetivo atacar o esquema financeiro das quadrilhas. Do Morro do Borel descobrirmos um esquema grande envolvendo empresas fictícias em outros estados”, explicou a delegada Cristiana Bento, titular da 19ª DP (Tijuca).

Uma das empresas que mais receberam depósitos foi a Hexxa Shows. De acordo com o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) enviado à polícia, foram ao menos 38 depósitos suspeitos em espécie feitos entre 1º de outubro de 2018 e 19 de março de 2019, com valores entre R$ 50 mil e R$ 85 mil, totalizando R$ 2.208.805.

G1*

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