Draco prende Beto Bomba, um dos líderes da milícia de Rio das Pedras

Rio – Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) prenderam, nesta sexta-feira, Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba, apontado como um dos líderes da milícia de Rio das Pedras, comunidade na Zona Oeste do Rio.

Os agentes da Draco fizeram diversas buscas em diferentes pontos da cidade por vários dias pelo paradeiro de Beto Bomba e o criminoso se entregou na noite desta sexta na sede da especializada. Os policiais informaram ainda que outros membros da milícia de Rio das Pedras estão sendo procurados.

Beto Bomba já havia sido preso em 2009 na Operação Rolling Stone da Polícia Civil, que combateu o grupo paramilitar da região, por formação de quadrilha.

Em janeiro deste ano, agentes da Civil e membros do Ministério Público foram às favelas de Rio das Pedras e da Muzema, e nos bairros da Barra, Recreio, Vargem Grande e Vargem Pequena, em cumprimento de mandados de prisão contra integrantes da organização.

Beto Bomba, de acordo com o MP, tinha informações privilegiadas sobre operações policiais realizadas nas localidades e alertava subordinados com antecedência.
Operação Intocáveis

Jorge Alberto Moreth, o “Beto Bomba” foi um dos alvos da Operação Intocáveis, deflagrada em janeiro deste ano. A ação mirou suspeitos de integrar o grupo criminoso que, entre outros crimes, agia em grilagem de terras.

O grupo, de acordo com os investigadores, comprava e vendia imóveis construídos ilegalmente na Zona Oeste, e cometia crimes associados à ação da milícia nas comunidades de Rio das Pedras, Muzema e em diversos pontos da Zona Oeste.

Outros negócios do grupo criminoso envolvem agiotagem, extorsão de moradores e comerciantes, pagamento de propina e utilização de ligações clandestinas de água e energia.

O homem preso na noite desta sexta era um dos 13 alvos da operação.

Crimes investigados

Grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis;
Receptação de carga roubada;
Posse e porte ilegal de arma;
Extorsão de moradores e comerciantes, mediante cobrança de taxas referentes a ‘serviços’ prestados;
Ocultação de bens adquiridos com os proventos das atividades ilícitas, por meio de ‘laranjas’;
Falsificação de documentos;
Pagamento de propina a agentes públicos;
Agiotagem;
Utilização de ligações clandestinas de água e energia;
Uso da força como meio de intimidação e demonstração de poder, para manutenção do domínio territorial;
Corrupção ativa.

Fonte: O Dia

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