Operação prende 7 suspeitos de furtar combustíveis de dutos da Transpetro e da Petrobras

A Polícia Civil e o Ministério Público fazem na manhã desta sexta-feira (4) uma operação contra uma quadrilha suspeita de furtar combustível de dutos da Transpetro e da Petrobras.

Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e, até as 6h30, sete pessoas tinham sido presas, uma delas no Paraná.

Segundo a polícia, o grupo agia em cinco estados da região Sudeste — Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo — e também no Paraná. Só no Norte do Rio de Janeiro — Quissamã e Carapebus — o grupo teria feito 12 perfurações.

O prejuízo estimado é de R$ 25 milhões para a Petrobras.

A ação é um “Operação Sete Capitãs, que ocorreu em novembro do ano passado.

“São mais seis meses de investigação. E agora a gente conseguiu identificar toda a cadeia criminosa. É importante ressaltar que essa operação é da Polícia Civil em conjunto com o Gaeco, aqui do estado do Rio de Janeiro”, explica o delegado Felipe Curi.

“Conseguimos identificar toda a cadeia criminosa, desde as lideranças, os responsáveis pelas perfurações, as pessoas que também eram responsáveis pelo transporte do combustível até o Paraná. Esse grande receptor que foi preso agora. Ele tinha um grande galpão e receptava 80% desse combustível que era subtraído, que era furtado”, completou.

Curi explica que, além do dano financeiro, a quadrilha também causava uma série de danos ambientais e um número indeterminado de vítimas.

Furto na Baixada
No dia 14 de outubro, seis suspeitos de integrar uma quadrilha especializada nesse tipo de furto foram presos na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, o prejuízo com os roubos chega a R$ 1 milhão e o grupo atuava em Japeri.

Um dos presos chegou a fazer vizinhos reféns quando agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados chegaram, mas acabou se entregando — e ninguém se feriu.

Como a quadrilha agia
Segundo as investigações, os suspeitos instalavam torneiras diretamente nos dutos e usavam longas mangueiras, para que o armazenamento do produto furtado acontecesse em locais mais discretos.

O transporte dos combustíveis furtados era feito em caminhões-baú adaptados com vários reservatórios, em vez de caminhões-tanque, a fim de despistar a polícia.

A delegacia afirma também que o bando mobilizava homens armados nos furtos, para garantir a segurança da quadrilha, e batedores nas estradas, a fim de avisar da presença de policiais.

Além do prejuízo financeiro — R$ 1 milhão — a delegacia especializada destacou que havia riscos ambientais e operacionais com os furtos.

Os roubos derramavam petróleo no solo e tinham perigo de explosão, e depois o fluxo de óleo tinha que ser interrompido para a Petrobras recompor os dutos perfurados.

G1*

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