Operação do Gaeco mira presos suspeitos de encomendar crimes de dentro de cadeia em Campos

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), realizou uma operação nesta quinta-feira (11) na Cadeia Dalton Crespo de Castro, em Campos, no Norte Fluminense. Os alvos foram dois traficantes, que já estavam presos, mas que são suspeitos de encomendar crimes de dentro da cadeia. Um deles é apontado como chefe de uma facção criminosa.

A operação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão por associação criminosa para o tráfico de drogas.

De acordo com o Gaeco, mesmo da prisão, os dois homens se comunicavam com outros integrantes da facção por meio de mensagens por aplicativo e estariam dando ordens para execução de membros de facções rivais.

Ainda segundo o Gaeco, eles são responsáveis por uma onda de violência nos últimos dias em São Francisco de Itabapoana, onde foram registradas execuções e tentativas de homicídio, sendo que a grande maioria das vítimas tinha algum tipo de ligação com facções criminosas, de acordo com o Ministério Público.

“Destaca-se que nos últimos meses verificou-se a retomada de alguns pontos de tráfico pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), a exemplo da localidade da Ilha dos Mineiros, que antes pertencia à facção criminosa Ada e agora está sob a influência da facção rival”, diz um dos trechos da denúncia.

Ainda de acordo com o MPRJ, uso de aplicativo de mensagem tinha como objetivo dificultar uma eventual interceptação telefônica. No entanto, “a partir da quebra dos sigilos telefônico e de dados, ficou comprovado que ambos fazem uso frequente de aparelho celular dentro do presídio, para emitir ordens e incitar a execução de atos criminosos”, afirmou.

Segundo o MPRJ, um dos alvos da operação desta quinta, já havia sido condenado a 12 anos de reclusão em regime fechado pela prática dos crimes de tráfico de drogas e associação criminosa, e foi novamente preso na Operação Sutura, realizada em junho de 2020 pelo Gaeco, por tráfico e homicídio.

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