No Rio, cinco nomes se credenciam para se candidatar ao Senado

Com apenas uma vaga em disputa, a corrida ao Senado ainda tem poucas peças no tabuleiro das eleições do ano que vem no Rio. Dos cinco nomes cotados para a Casa, três já se apresentam como pré-candidatos: o senador Romário (PL), em busca da reeleição; o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB); e o deputado federal bolsonarista Otoni de Paula (PSC), que poderia atrapalhar os planos do ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Mas a lista aumentará. Partidos como PT, PDT e PSB trabalham para definir seus representantes.

No campo da esquerda, PDT e PSB têm trabalhado com a proposta de composição da chapa majoritária com outros partidos. De acordo com o deputado federal Alessandro Molon, presidente regional do PSB, a prioridade será a criação de uma chapa que impeça as vitórias do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, e de seus aliados no Estado do Rio. A sigla indicaria um nome ao Senado, e o próprio Molon é uma das opções.

— Trabalhamos na construção de uma chapa capaz de derrotar Bolsonaro e seus aliados no Rio. O nome do candidato ao Senado ainda não foi decidido. No entanto, se houver viabilidade e meu nome for necessário para chegarmos a esse objetivo, concorrerei à vaga — explica Molon, que abriria mão da disputa pela reeleição na Câmara.

Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi afirma que os pedetistas trabalham com o lançamento de um nome ao Palácio Guanabara, e a vaga ao Senado seria, a princípio, de um aliado. O nome do ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves tem a bênção de Lupi para disputar o governo do estado. Ainda segundo o presidente do PDT, a mesma estratégia de aliar o nome para o Senado a alianças nacionais e à sucessão aos governos será usada em outros estados, como São Paulo. Os nomes só serão definidos no segundo semestre.

Entre os evangélicos, o nome do deputado Otoni de Paula desponta como principal candidato, ao lado de Washington Reis. O parlamentar afirma que entre os aliados que defendem o lançamento de seu nome está a Igreja Universal do Reino de Deus. A candidatura implicaria no embarque do parlamentar no Republicanos. Mas a escolha de seu nome atrapalharia uma possível tentativa de retorno ao Senado do ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que já teve mandato na Casa. Crivella tenta resolver pendências com a Justiça para viabilizar sua candidatura no ano que vem. Interlocutores afirmam que uma segunda opção para o ex-prefeito seria a Câmara, garantindo foro privilegiado.

Com o mandato chegando ao fim, o senador Romário trocou o Podemos pelo PL para tentar garantir a reeleição. Ele foi seduzido pela estrutura do partido, que soma hoje 22 prefeitos, com a possibilidade de chegar a 25. A meta é filiar outros chefes do Executivo municipal e chegar a cerca de 50 no próximo ano.

— O apoio dos prefeitos será importante para aproximar ainda mais nosso candidato ao Senado dos eleitores. Romário é hoje o principal nome para concorrer a uma vaga na Casa — afirma o presidente regional do PL, Altineu Côrtes, que chegou a ser cotado para a disputa, mas desistiu com a chegada do novo colega de partido e pretende disputar a reeleição.

Tanto o PL quanto o MDB buscam a vaga ao Senado na chapa do governador Cláudio Castro (PSC). Washington Reis já dá como certa sua escolha e afirma que vai deixar a prefeitura de Duque de Caxias em abril do ano que vem. Já Altineu diz que a entrada do PL no governo estadual carimbaria o passaporte para a chapa de Castro.

O Globo*

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