MPRJ denuncia Jorge Picciani e Paulo Melo por improbidade administrativa

O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou, mais uma vez, o presidente afastado da Assembleia Legislativa (Alerj), Jorge Picciani (MDB), e seu antecessor Paulo Melo (MDB). Eles são acusados de improbidade administrativa, por receber propina da Odebrecht em troca de contratos de obras e benefícios fiscais, como mostrou a GloboNews nesta quinta-feira (17).

Segundo a ação de improbidade do MPRJ, entre agosto de 2008 e setembro de 2014, Jorge Picciani teria recebido da Odebrecht mais de R$ 11 milhões em propina para atuar a favor dos interesses da construtora dentro da Alerj.

Os promotores citam inclusive mudanças em projetos de lei para se adequarem aos moldes pretendidos pela Odebrecht. Já em relação a Paulo Melo, o Ministério Público aponta que o deputado também recebeu propina da empreiteira: R$ 1,4 milhão — também para garantir o apoio político aos interesses economicos do grupo.

Operadores também são denunciados

Na ação, o Ministério Público do Rio pede à Justiça a condenação de Jorge Picciani, Paulo Melo, Jorge Luiz Ribeiro (apontado como operador de Picciani) e Andreia Cardoso (secretária parlamentar de Paulo Melo) por improbidade administrativa.

Os promotores também o bloqueio das contas bancárias dos quatro acusados, da seguinte forma:

Jorge Picciani – até o valor total de R$ 44,6 milhões, correspondente ao valor de R$ 11,15 milhões recebidos ilicitamente, acrescido de três vezes esta quantia, a título de multa;

Paulo Melo – até R$ 5,6 milhões, correspondente ao R$ 1,4 milhão por ele recebido ilicitamente, acrescido de três vezes este valor, como multa;

Jorge Luiz Ribeiro– até R$ 33,45 milhões, equivalente a três vezes o valor recebido por Picciani;

Andreia Cardoso– até R$ 4,2 milhões, o mesmo que três vezes o valor recebido por Paulo Melo.

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