MP descobre que acusado de matar Marielle e Anderson fez pesquisas sobre outras vítimas de assassinatos

O Ministério Público do Rio descobriu indícios que ligam Ronnie Lessa — um dos acusados pelas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes — a outros quatro assassinatos. Investigações feitas em aparelhos apreendidos na casa de Ronnie indicam que ele fez pesquisas sobre as vítimas.

A informação foi publicada inicialmente pelo jornal “O Globo”.

Os investigadores analisaram documentos encontrados na casa do sargento reformado da Polícia Militar .

O Ministério Público do Rio quer a reabertura das investigações sobre quatro assassinatos que aconteceram entre 2006 e 2007. Os casos antigos nunca foram solucionados.

Lessa foi preso em março de 2019 acusado de ter feito os disparos que mataram Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Na casa dele, a polícia apreendeu documentos, celulares e computadores.

A Força-tarefa que investiga a morte de Marielle, ao analisar os dados extraídos dos aparelhos, descobriu possíveis pistas sobre os assassinatos de 2006 e 2007. A principal delas é a pesquisa feita sobre vítimas.

De acordo com o MP-RJ, os quatro homicídios têm semelhanças com a emboscada que terminou com a morte de Marielle Franco.

Os quatro assassinatos sem solução nos quais o sargento Ronnie Lessa pode estar envolvido, segundo o MP são:

1) Alexandre Farias Pereira – 18/05/2007 – líder do camelódromo da Uruguaiana;

2) Ary Brum – 18/12/2007 – ex- deputado estadual e assesssor da Secretaria de Governo do Rio;

3 e 4) os irmãos Ary e Humberto Barbosa Martins – 06/11/2006 – Ary era o dono de uma agência de turismo.

“Nós não estamos evidentemente afirmando que ele tenha sido o executor. O que nós estamos fazendo é diante desses achados nós estamos enviando isso tudo para os promotores naturais diante dessas novas provas, desses novos indícios, porque todas essas pessoas foram executadas em contexto muito parecido com o da vereadora e diante dessas pesquisas, desse interesse, reputa-se relevantíssimo que essa informação vá para os autos”, diz a promotora Simone Sibílio, do MP.

G1*

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