Médicos e profissionais de saúde da UPA fazem paralisação em Campos

Médicos e outros profissionais de saúde que trabalham na Unidade de Pronto-Atendimento de Guarus, em Campos dos Goytacazes, voltaram a reclamar sobre a falta de pagamento de salários de setembro. Neste sábado (23), eles pretendem parar as atividades a partir de 11h da manhã. Um protesto em frente a UPA foi organizado para chamar à atenção das autoridades sobre o problema que, segundo eles, tem sido recorrente. A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Estado e aguarda um posicionamento sobre a queixa dos trabalhadores.

De acordo com o Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), mais uma vez se repete a situação da falta de pagamento de salários. Os valores deveriam ser depositados até o último dia 20. Em setembro, também houve manifestação de salários pagos além do prazo previsto em contrato. Não foi informado o tempo de paralisação das atividades da UPA de Guarus.

Segundo alguns funcionários da Unidade Pronto-Atendimento, houve especulação de que os salários só seriam pagos a partir do primeiro dia de novembro. Esta informação ainda não tinha sido confirmada pela Secretaria de Saúde.

No mês passado, o Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) enviou um ofício à Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Estado de Governo (Segov) pedindo a regularização dos salários referentes ao mês de agosto. Houve denúncias de possíveis ausências nos repasses financeiros, referentes aos salários dos médicos, por parte da Organização Social (OS), Instituto dos Lagos Rio, responsável por administrar a unidade para a empresa Casa Branca Serviços Médicos Ltda.

Nota do Simec

“O corpo clínico da unidade hospitalar, composto por 44 médicos, reivindica o pagamento dos salários relativos ao mês de setembro que, segundo eles, deveria ter sido compensado até a última quarta-feira (20). Dentre os apontamentos negativos apresentados pelos profissionais, está a insatisfação quanto ao formato de contratação do corpo clínico da unidade hospitalar. Atualmente, a UPA-Campos está sendo administrada pela Organização Social (OS), Instituto dos Lagos Rio que, por sua vez, é a responsável por repassar o pagamento dos salários dos médicos.

O Simec acompanha a situação dos profissionais da UPA-Campos que, mais uma vez, reclamam a ausência de pontualidade no pagamento dos seus salários. No último dia 23 de setembro, a entidade foi acionada pelos médicos que atuam na unidade hospitalar, os quais denunciaram atrasos nos salários relativos ao mês de agosto. Na ocasião, o órgão mobilizou a Secretaria de Estado de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (SES-RJ), a Secretaria de Estado de Governo (SeGov), o Instituto dos Lagos Rio, Organização Social (OS) que administra a UPA-Campos, a Seccional do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), o Ministério Público Estadual (MPE), o Tribunal de Contas do Estado do Rio de
Janeiro, dentre outros órgãos, solicitando a imediata regularização dos salários. Após cobrança a efetiva do Simec, na tarde do dia 01 de outubro, os médicos da UPA-Campos receberam os devidos pagamentos referentes ao mês de agosto.

A presidente da entidade, Dra. Maria das Graças Ferreira Rangel, salienta que a pontualidade do cronograma de pagamentos é um direito dos trabalhadores. “O pagamento pontual dos salários aos trabalhadores deve ser mantido rigorosamente por parte dos responsáveis pelos repasses financeiros da UPA. Pois, além de ser um direito, a pontualidade representa respeito e dignidade aos profissionais que, diariamente, se dedicam ao seu exercício laboral e se empenham para prestarem serviços de atenção à saúde de qualidade”, destacou a presidente do
Simec.

A Diretoria Efetiva do sindicato reitera a fundamental importância da manutenção da pontualidade do pagamento dos vencimentos salariais dos trabalhadores e comunica que está adotando as medidas cabíveis para a breve solução do caso, com a finalidade de evitar que a lesão financeira, de origem comum, que atinge aos médicos da UPA-Campos, perdure e que os profissionais permaneçam sob a ausência de previsibilidade do ordenado em aberto”.

JTV*

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