Lula anuncia 16 novos ministros - Tribuna NF

Lula anuncia 16 novos ministros

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O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta quinta-feira 16 novos ministros que vão compor seu futuro governo, a partir de 1º de janeiro de 2023. Somado aos outros cinco ministros já anunciados, o número de petistas chega a oito. De outros partidos, apenas seis nomes foram confirmados — caso do vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, que assume a Indústria e Comércio. Lula garantiu anunciar os outros nomes na próxima semana.

Lula anunciou os seguintes nomes:

  • Relações Institucionais: Alexandre Padilha (PT)
  • Secretaria-Geral: Márcio Macedo (PT)
  • Advocacia-Geral da União: Jorge Messias (PT)
  • Ministério da Saúde: Nisia Trindade
  • Ministério da Educação: Camilo Santana (PT)
  • Ministério da Gestão: Esther Dweck
  • Ministério dos Portos e Aeroportos: Márcio França (PSB)
  • Ministério da Ciência e Tecnologia: Luciana Santos (PCdoB)
  • Ministério da Mulher: Cida Gonçalves
  • Ministério do Desenvolvimento Social: Wellington Dias (PT)
  • Ministério da Cultura: Margareth Menezes
  • Ministério do Trabalho: Luiz Marinho (PT)
  • Ministério da Igualdade Racial: Anielle Franco
  • Ministério dos Direitos Humanos: Silvio Almeida
  • Ministério da Indústria e Comércio: Geraldo Alckmin (PSB)
  • Controladoria-Geral da União: Vinícius Carvalho (Republicanos)

O petista afirmou:

— Vamos ver se na segunda ou terça-feira a gente termina de anunciar os ministérios — disse o presidente, afirmando que os gastos não sofrerão aumentos: — Vamos aumentar o número de ministérios, mas não vamos aumentar os gastos. A quantidade de gente dos ministérios será no máximo comparado a 2010.

O presidente agradeceu a pluralidade do grupo de transição, e afirmou que é difícil montar um governo que represente todas as forças agregadas durante a eleição. O petista também comentou o legado político da eleição, que considerou a mais difícil do Brasil, e afirmou que o maior desafio é vencer o bolsonarismo:

Sobre os bolsonaristas:

— Foi o legado político que deixamos nesse país e que fez com que a gente ganhasse essa eleição, que foi a mais difícil da história desse país. Nós derrotamos o Bolsonaro, mas o bolsonarismo está nas ruas desse país, raivosa e sem querer reconhecer a derrota que tiveram. Além de governar com competência, teremos que derrotar o bolsonarismo nas ruas desse país.

Lula também disse que é preciso evitar cometer o equívoco de julgar quem foi beneficiado por programas anteriores da gestão petista e se tornou bolsonarista:

— De vez em quando as pessoas falam que fizemos uma campanha e que foi difícil porque muita gente que recebeu benefício do nosso governo passado, viraram bolsonaristas, e não votaram na gente. Queria pedir para vocês não cometerem esse equívoco. Primeiro, porque o voto é livre.

Ao todo, o novo governo terá 37 ministérios. Atualmente são 23 ministérios na Esplanada dos Ministérios. Até o momento, Lula só havia anunciado cinco nomes: Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Flávio Dino (Justiça), José Múcio (Defesa) e Mauro Vieira (Relações Exteriores).

Agradecimento a Lira e Pacheco

O presidente eleito agradeceu aos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, pela aprovação da PEC da transição. O petista também agradeceu os parlamentares. Lula só aguardava a votação da “PEC da Transição” para oficializar, se não toda, ao menos grande parte do primeiro escalão do novo governo.

— É a primeira vez que um presidente da Republica toma posse e começa a governar antes da posse. Tivemos a responsabilidade de fazer uma PEC e todo mundo sabe que não era nossa, era para cobrir a irresponsabilidade do governo que vai sair.

Antes do anúncio, Lula frisou a situação de “penúria” encontrada pelos grupos de transição:

— Esse material que acaba de ser entregue é um material que não pretendo fazer pirotecnia, fazer um show, um escândalo. Eu quero apenas que sociedade brasileira saiba o Brasil que encontramos em dezembro de 2022. Recebemos esse governo em situação de penúria, uma situação em que as coisas mais simples foram feitas de forma irresponsável, porque o presidente preferia contar mentiras no cercadinho do que governar esse país.

Alckmin: governo ‘andou para trás’
Após uma breve introdução da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o vice-presidente Geraldo Alckmin assumiu a leitura de um breve relatório. Alckmin relatou os retrocessos em algumas áreas de atuação, e disse que o governo federal “andou pra trás”:

— Fizemos uma síntese para que não haja interrupção dos serviços públicos. Infelizmente tivemos um retrocesso em muitas áreas. O governo federal andou para trás. O estado que o presidente Lula recebe é muito mais difícil e muito mais triste que anteriormente — afirmou.

Alckmin também criticou a falta de transparência do atual governo em fornecer alguns dados.

O Globo*

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