Lava Jato faz buscas na casa de irmão de Régis Fichtner e no escritório, após confissão de Sérgio Cabral

A Lava Jato do Rio realiza, no início da tarde desta terça-feira (26), buscas na casa de José Antônio Fichtner. Ele é irmão de Régis Fichtner, ex-chefe da Casa Civil no governo de Sérgio Cabral.

A operação também faz buscas no escritório de advocacia da família, que nega ter participado de qualquer ato ilícito. O escritório informou ainda que está “à disposição da Justiça para colaborar com as investigações”.

Em depoimento na semana passada, o primeiro em que confessou ter recebido propina, Cabral disse que José Antonio tinha envolvimento nas situações ilícitas junto ao irmão, especialmente em negociações com as empreiteiras e outras empresas. José Antonio Fichtner, disse Cabral, operacionalizava os esquemas ilegais.

A defesa de Régis Fichtner declarou que só vai se manifestar quando tiver acesso ao conteúdo do depoimento.

Depoimento de Sérgio Cabral

Cabral também acusou o seu sucessor, Luiz Fernando Pezão (MDB), de receber dinheiro de propina dentro da sede do estado, o Palácio Guanabara, em Laranjeiras. Ainda segundo Cabral, o esquema começou já no primeiro ano do seu governo, em 2007.

”Eu tirava os meus proveitos nos meus combinados. Eu quero x%, 2%, 3% da obra e o Régis fazia o acordo, se beneficiava também dessa caixa única aqui”

Questionado pelo procurador se houve entrega dentro do Palácio Guanabara, Cabral garantiu que sim: “Houve entregas dentro do palácio, houve várias vezes. Para o Pezão, para o Régis”.

Cabral também falou de valores ilícitos supostamente pagos durante a reforma do Maracanã, a desapropriação do Porto do Açu e a construção da Linha 4 do Metrô.

Nos relatos, de 21 de fevereiro, Cabral falou principalmente da participação de seu ex-chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, preso pela Lava Jato. Ele mencionou também outros nomes de empresas e políticos.

Fonte: G1

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